Por que Vênus não tem lua? Novo estudo explica

Por que Vênus não tem lua? Pesquisa desvenda o enigma

Curiosidades

A ausência de satélites naturais na órbita de Vênus é um mistério clássico da astronomia que agora ganha novas respostas. Atualmente, o planeta não possui nenhuma lua, o que deixa duas hipóteses em aberto: ou o astro vizinho jamais teve uma companheira celestial, ou esse satélite existiu no passado, mas acabou destruído ou expulso para sempre do alcance gravitacional venusiano.

O principal obstáculo para a sobrevivência de um satélite reside no ritmo peculiar de Vênus, que precisa de 243 dias para concluir uma única volta sobre o próprio eixo. Conforme apontam as leis da mecânica celeste, sempre que o tempo de translação de uma lua é inferior ao período que o planeta leva para girar em torno de si, a atração tende a atrair o satélite em espiral rumo à superfície, levando-o à desintegração.

Essa dinâmica é o oposto do que ocorre com a Terra, cuja rotação acelerada empurra a Lua para mais longe em um ritmo de 3,8 centímetros por ano.

O papel da rotação primitiva

Para desvendar esse cenário, cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside analisaram as condições necessárias para que um satélite comparável ao terrestre pudesse ter chegado intacto aos dias de hoje.

As simulações revelaram que Vênus precisaria ter completado uma rotação em 12 horas ou menos na época em que o satélite se formou — o que equivale a uma velocidade angular 486 vezes superior à registrada atualmente.

Caso o planeta tivesse girado nessa velocidade extrema em seus primórdios, a lua teria migrado inicialmente para uma órbita mais distante. Esse afastamento garantiria a margem de segurança necessária para que o satélite não fosse tragado e destruído, mesmo após o processo de desaceleração que transformou Vênus no mundo lento que conhecemos hoje.

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