O que deveria ser uma noite de celebração esportiva terminou em pesadelo para Antony. O atacante brasileiro teve sua residência invadida e roubada na quarta-feira (14), justamente no momento em que estava em campo pelo Real Betis na vitória por 3 a 2 diante do Porto, em confronto válido pela Champions League.
Titular no duelo realizado no estádio La Cartuja, em Sevilha, o jogador de 26 anos utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (15) para desabafar e relatar o ocorrido, definindo o episódio como uma “situação muito triste e revoltante”.
“Uma noite que tinha tudo para ser brilhante terminou em revolta e frustração. Minha casa foi assaltada”, publicou o atleta no Instagram.
Para além dos prejuízos materiais sofridos, o jogador ressaltou o abalo emocional e o temor pelo bem-estar de seus familiares dentro do próprio lar.
“O que mais me revolta não é apenas a perda material, mas a sensação de insegurança dentro do lugar onde deveríamos nos sentir mais protegidos”, declarou. “Não existe bem material no mundo mais valioso do que a vida e o bem-estar da minha família”, completou o jogador.
O ponta, que foi criado em uma comunidade na periferia de São Paulo, chegou ao Betis após deixar o Manchester United em 2025.
Onda de crimes contra jogadores na Espanha
O caso enfrentado por Antony evidencia um problema que se repete com frequência no futebol espanhol: o ataque de criminosos a residências de atletas enquanto eles cumprem seus compromissos profissionais nos gramados.
Exemplos recentes incluem o atacante Karim Benzema, que, na época em que defendia o Real Madrid, teve a casa assaltada em duas ocasiões durante partidas do time, nos anos de 2019 e 2022.
Mais recentemente, em julho, suspeitos tentaram invadir a moradia de Lamine Yamal, jovem destaque do Barcelona e da seleção espanhola, localizada nas proximidades da capital catalã. A ação criminosa ocorreu logo após o atleta participar da vitória espanhola sobre a França na semifinal da Copa do Mundo.
Esse método de atuação já está no radar das forças de segurança internacionais. Ainda em 2019, a Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) revelou a existência de quadrilhas estruturadas que monitoravam os calendários e a rotina dos jogadores de futebol para planejar invasões estratégicas aos imóveis.
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