Figuras centrais dos Três Poderes, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Banco Central e representantes das duas campanhas compareceram às urnas neste domingo (25), data que define o vencedor do segundo turno da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os dois candidatos à Presidência já realizaram seus votos durante a manhã, com Lula votando em São Bernardo do Campo (SP) e Flávio na cidade do Rio de Janeiro.
O voto das principais autoridades do país
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), votou pela manhã em Patos, no sertão da Paraíba, e destacou a importância da democracia. “Da mesma forma que o povo elege, é o povo quem faz o julgamento sobre o que esse governante fez”, afirmou.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), votou em Macapá, onde defendeu a “liberdade de escolha, a paz e o respeito”. Posteriormente, ele viajou para Brasília para cumprir uma agenda institucional no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhado por Hugo Motta.
Por sua vez, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, registrou seu voto às 11h09 na Escola Estadual Seminário Nossa Senhora da Glória, situada no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Ele compareceu ao local na companhia de dois seguranças e optou por não dar declarações sobre o pleito presidencial naquele momento.
Em Brasília, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, acompanhou a abertura de sua seção eleitoral pela manhã e conferiu a emissão da zerésima, documento que atesta a ausência de votos prévios na urna eletrônica.
Também na capital federal, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, declarou após votar que o país tem grandes demandas pela frente. “A partir de amanhã os desafios aguardam os escolhidos, os eleitos, para cumprirem com seus deveres constitucionais”, disse, acrescentando que o Brasil precisa de “paz e tranquilidade” para lidar com os anseios da sociedade.
O ministro do STF Alexandre de Moraes votou em São Paulo e elogiou a organização do pleito. “Mais uma vez o sistema eleitoral do Brasil é o melhor do mundo”, avaliou, parabenizando os cidadãos que compareceram para decidir o rumo da nação.
O ministro Flávio Dino, também integrante do STF, utilizou as redes sociais neste domingo para argumentar que o combate ao crime organizado deve atingir o sistema financeiro e o mercado de capitais, dando ênfase ao cerco contra a lavagem de dinheiro e o financiamento de delitos.
Movimentação de aliados políticos
Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), votou no Colégio Miguel de Cervantes, na zona sul paulistana. Ele expressou confiança no triunfo do candidato do PL e manifestou a expectativa de que Flávio seja capaz de “pacificar o país”.
O coordenador da campanha do candidato do PL e senador Rogério Marinho (PL-RN) também se pronunciou por meio das redes sociais, definindo o pleito como uma “oportunidade de virar a página” e reiterando a defesa por “liberdade, segurança e democracia”.
No campo de Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) votou em Belo Horizonte sob aplausos e demonstrações de carinho de eleitores. No local, ela exibiu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, acompanhada por nomes da banda Pato Fu e lideranças da legenda petista.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) votou na zona sul de São Paulo e avaliou que o “clima excelente nas ruas” favorece Lula. Ele mencionou a intensa mobilização recente, o respaldo tanto em grandes centros quanto no interior, e o desempenho do petista na região Nordeste.
A votação do segundo turno permanece aberta para os eleitores até as 17h, no horário de Brasília.
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