O mercado de criptomoedas iniciou a semana sob pressão, com o bitcoin registrando baixa nesta segunda-feira, 02, ao passo que o ethereum tenta se recuperar de desvalorizações recentes. A retração ocorre em um cenário marcado pelas repercussões do megarroubo cibernético à Binance e pela expectativa em torno da proximidade das eleições legislativas nos Estados Unidos, fatores que mantêm os investidores em estado de alerta.
Por volta das 17h (em Brasília), os dados da plataforma Coinbase mostravam o bitcoin em retração de 1,19%, cotado a US$ 76.860,55, enquanto o ethereum apresentava baixa de 0,45%, negociado a US$ 2.250,87 no acumulado das últimas 24 horas.
Reflexos do ataque à Binance A invasão hacker que resultou em perdas bilionárias na Binance continua dominando as atenções do setor, embora a retomada gradual dos saques na exchange tenha injetado algum alívio. No entanto, o episódio gerou desdobramentos internacionais.
Para Naeem Aslam, analista da Zaye Capital Markets, o roubo de US$ 6,3 bilhões na Binance representa um “teste da confiança” dos investidores e reacende dúvidas sobre segurança, liquidez e exposição das instituições a contrapartes centralizadas.
A administração da corretora informou que 95% dos ativos afetados já foram recompostos. No Brasil, o Mercado Bitcoin também foi alvo de uma invasão que gerou perdas de US$ 50 milhões. A empresa brasileira paralisou provisoriamente as operações de saques e depósitos, mas assegurou aos usuários que os saldos das contas não sofreram prejuízos.
Expectativas e projeções de preços As perspectivas de curto prazo para os criptoativos sofreram alterações expressivas após os incidentes de segurança.
Nick Forster, fundador e CEO da plataforma de derivativos Derive.xyz, observa que o sentimento do mercado mudou rapidamente após o ataque à Binance. Segundo ele, as opções negociadas na Derive indicam chance de apenas 3,5% de o bitcoin superar US$ 100 mil até o Natal, ante 6% anteriormente. A probabilidade de ultrapassar US$ 80 mil até sexta-feira é de 26%.
Forster aponta as eleições de meio de mandato dos EUA como próximo teste para a criptomoeda: as opções embutem oscilação de cerca de 3,1% no período de 24 horas que inclui a noite eleitoral. O mercado também acompanha dados de emprego dos EUA e decisões de juros na Europa, em busca de sinais sobre o apetite por ativos de risco.
Movimentações institucionais Apesar da instabilidade generalizada, o apetite institucional não cessou por completo. Em meio à turbulência, a Strategy informou ter comprado 811 bitcoins por US$ 65,5 milhões entre 26 de outubro e 1º de novembro, ao preço médio de US$ 80.849.
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