Loro Piana abre em Ghemme, no Piemonte, centro de excelência em malharia

Loro Piana inaugura centro de excelência em malharia no Piemonte

Cultura

A Loro Piana inaugurou oficialmente o seu novo polo de excelência dedicado à malharia na cidade de Ghemme, localizada na região italiana do Piemonte. O projeto exigiu a reforma de uma área de 8 mil metros quadrados ao longo dos últimos três anos, transformando uma antiga fábrica de papel e algodão em um espaço focado na preservação e no aprimoramento do savoir-faire artesanal da grife com o material.

Adquirido pela marca em 1987, o endereço abrigava historicamente a Filatura Pettinata Ghemme, unidade voltada à fabricação de fios para tecidos e malhas. A escolha estratégica da localização se deve tanto à importância da região como polo têxtil quanto à proximidade com outras duas fábricas da empresa, situadas em Roccapietra e Quarona, o que valoriza diretamente a mão de obra especializada já consolidada no entorno.

Estrutura e produção integrada

Atualmente, o complexo industrial concentra integralmente todas as etapas do ciclo produtivo das roupas de malha da marca, englobando desde a fase inicial de pesquisa e desenvolvimento até o acabamento final das peças.

A distribuição interna do edifício foi planejada para otimizar as atividades: o pavimento térreo é dedicado à manufatura, enquanto o primeiro andar acomoda os escritórios e uma zona educativa. O local abriga ainda uma área destinada ao Loro Piana Knit Design Award, iniciativa lançada em 2016 que convida estudantes das principais escolas de moda globais a criarem protótipos conceituais.

Além disso, a antiga residência do zelador, situada ao lado do prédio principal, foi convertida na sede da Accademia dei Mestieri. Estabelecida em 2015, a instituição tem como missão principal a formação e capacitação de novos artesãos.

Arquitetura e matérias-primas globais

O projeto arquitetônico do complexo foi concebido para refletir a identidade estética e os valores da companhia. Grandes janelas promovem a integração visual entre os ambientes internos e a natureza exterior, ao mesmo tempo em que detalhes em madeira com formas arredondadas e paredes de texturas irregulares prestam homenagem à essência do trabalho manual.

É nesse cenário que matérias-primas nobres importadas de nações como Austrália, Nova Zelândia, Mongólia, Peru, Argentina e Bolívia — incluindo cashmere, vicunha e lã merino — são processadas e transformadas em artigos de luxo para o mercado internacional.

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