A sessão desta quarta-feira (28) tem como grande destaque a nova reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que trará uma nova decisão sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. A previsão dos mercados é de manutenção do juros, com estimativas apontando aproximadamente 92% de chance de o Banco Central dos EUA manter a taxa atual.
Do lado corporativo, a agenda de divulgações de balanços do terceiro trimestre ganha força. Nesta data, os holofotes se voltam para os resultados do Santander (SANB11), Intelbras (INTB3), Motiva (MOTV3) e Klabin (KLBN11). Além disso, a Petrobras (PETR3; PETR4) divulgará seu relatório de produção e vendas do 3º trimestre após o fechamento dos mercados. Nos Estados Unidos, os investidores acompanham os balanços da Alphabet, controladora do Google, e da Microsoft, com foco no setor de inteligência artificial.
Política internacional e cenário econômico
Na cena internacional, os eleitores de Israel votaram na terça-feira (27) após o presidente americano, Donald Trump, pedir votos para Benjamin Netanyahu. Trump associou a reeleição do premiê israelense à retomada da guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro. O primeiro apoio ocorreu em 18 de outubro, na rede Truth Social, onde Trump chamou Netanyahu de “grande primeiro-ministro guerreiro e um parceiro ainda maior pela paz”. No domingo (25), o líder americano reforçou: “votem em Netanyahu para primeiro-ministro”, disse.
Enquanto isso, na Zona do Euro, os bancos endureceram as condições para a concessão de empréstimos a empresas entre julho e setembro, com queda na demanda por crédito, conforme pesquisa do Banco Central Europeu (BCE). O movimento foi impulsionado pelo risco da guerra entre EUA e Irã. “A percepção elevada de risco e a menor tolerância ao risco por parte dos bancos continuaram sendo os principais fatores por trás do endurecimento dos padrões de crédito; alguns bancos relataram uma pressão crescente resultante da incerteza geopolítica e da evolução do cenário energético”, afirmou o BCE.
A viagem de Flávio Bolsonaro
No cenário político brasileiro, as atenções se voltam para o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na disputa presidencial, que viajou para os Estados Unidos. A informação foi confirmada por uma fonte do governo dos EUA e por um aliado próximo do parlamentar à Reuters nesta terça-feira (27).
A viagem aconteceu menos de 24 horas após o senador afirmar publicamente que não pretendia deixar o país após o resultado das eleições e depois de sofrer derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo. Um dia antes do rumor, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia ordenado a entrega do passaporte do político.
Segundo a Reuters, o Departamento de Estado dos Estados Unidos emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá a entrada deles no país. O presidente Lula classificou a viagem de Flávio para os EUA após a derrota na eleição como um “ato vergonhoso”.
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