Entenda em cinco pontos a ligação entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro

Entenda os cinco pontos da ligação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e teve a saída do país proibida por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial também veda qualquer comunicação entre o parlamentar e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.

Willer também é alvo da operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). As investigações da PF apontam que os laços entre os dois remontam pelo menos a 2019, quando o advogado defendeu o ex-ministro do turismo Marcelo Álvaro Antônio em um caso de candidaturas laranjas. A primeira vez que Flávio chamou publicamente o advogado de amigo foi registrada durante a CPI da Covid, em 2021.

Aproximação e investigações Apesar de negarem irregularidades e afirmarem que a relação é estritamente de amizade familiar, medidas cautelares atingiram os negócios de Willer. Às vésperas de uma eleição, Moraes determinou o bloqueio de sigilos bancários, fiscais e cambiais de uma das holdings do advogado, além de cancelar seus passaportes e suspender as atividades de suas empresas.

Suspeita de sociedade em bet A conexão mais direta apontada pela PF envolve a presença de Flávio como usuário master da conta bancária de pessoa jurídica da Alcazar Holdings, empresa de Willer registrada na Ilha da Madeira. Segundo publicações da imprensa, a holding pode ter financiado a Cathedral, acionista da Rede Loto, primeira casa de apostas online licenciada pelo governo fluminense, cujo site se chamava BestBet.

A Rede Loto foi criada em fevereiro de 2023, antes do licenciamento estadual conduzido pelo presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, indicado por Cláudio Castro a sugestão de Flávio e ex-colega de Willer. A PF investiga se o senador é sócio oculto da BestBet. A empresa controladora também teria custeado voos entre Portugal e França para Flávio em 2025. À época, a assessoria do senador declarou: “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”.

Voos pelo mundo A investigação da PF aponta que os dois compartilharam conta bancária jurídica e viajaram com familiares em jatos executivos para os Estados Unidos, Europa e África. Em janeiro de 2025, o grupo voou de Fort Lauderdale para Brasília em um Legacy 650 ligado ao dono do Banco Master. Willer afirmou ter pago o trecho com sua própria cota de horas e que os demais viajaram como convidados.

Visitas à mansão em ilha no RJ Em julho de 2020, Flávio visitou uma ilha em Angra dos Reis cujos direitos de posse foram cedidos em 2022 a uma gestão imobiliária de Willer. O imóvel de R$ 10 milhões é disputado judicialmente com o jogador Richarlison, que afirma ter comprado o local em 2020 e pediu investigação sobre a atuação do senador na disputa. O senador nega irregularidades, enquanto Tomaz afirma ter adquirido legalmente os direitos e pago R$ 5 milhões para regularizar o terreno.

Imóvel compartilhado e cliente em comum Empresas ligadas a Flávio e a Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, dividem o mesmo endereço em Águas Claras (DF). Além disso, a irmã de um sócio de Camilo é diretora do escritório de advocacia de Flávio, que emitiu milhões em notas fiscais nos últimos anos. O senador argumenta que as notícias são tentativas de criminalizar a advocacia. Por fim, em 2022, Flávio assumiu a representação jurídica de Mário Gadelha Simas Filho, empresário que também era cliente de Willer em uma disputa societária.

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