Com a tradicional cerimônia de batimento de quilha realizada nesta quinta-feira (15), o Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, iniciou a montagem da primeira de quatro embarcações da classe Handymax destinadas à Transpetro. A iniciativa integra o Programa Mar Aberto, voltado à modernização e à expansão da frota marítima própria do Sistema Petrobras.
O batimento da quilha representa o início formal dos trabalhos na chamada “espinha dorsal” do cargueiro. Trata-se de um ritual secular da navegação, associado historicamente à busca por proteção e bons fluidos para a embarcação e sua tripulação.
Ao destacar o significado da nova etapa, o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, frisou: “A construção desses navios representa um marco na retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. O projeto reforça a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade operacional para atender às demandas do mercado e acompanhar a expansão da produção de petróleo no país”.
Capacidade operacional e geração de vagas
Projetadas para a logística de produtos claros derivados de petróleo, as unidades Handymax transportarão cargas como gasolina de aviação, diesel marítimo e os combustíveis diesel S10 e S500.
O lote é parte de uma encomenda substancialmente mais ampla assumida pela Ecovix, que fabricará 13 navios para a Transpetro nos próximos anos. O pacote contempla, além dos quatro navios Handymax, cinco modelos do tipo pressurizado voltados ao transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) e derivados, bem como quatro embarcações de porte intermediário da categoria MR1 (Medium Range).
Para atender à demanda produtiva dessas frotas, a expectativa é que sejam gerados até 5 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas, ao longo das obras.
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