A capital baiana se prepara para receber um dos encontros mais vibrantes da música brasileira contemporânea nos dias 17 e 18 de outubro. Em sua oitava edição, o Festival Sangue Novo ocupa o histórico Trapiche Barnabé, no bairro do Comércio, reunindo 13 atrações representativas de sete estados: Bahia, Pará, Rio Grande do Norte, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Diversidade e curadoria de destaque nacional
Sob a curadoria da produtora cultural Fernanda Bezerra, a edição traz uma fusão de ritmos que transita livremente por MPB, tecnobrega, rap, pop, funk e experimentações alternativas. A grade artística conta tanto com nomes indicados ao Grammy Latino 2026 quanto com talentos que passaram pelos palcos do Rock in Rio 2026.
Para garantir dinamismo durante todo o festival, a estrutura foi dividida entre o Palco Tim e o Palco Maré, que movimentará os intervalos com discotecagens e projetos especiais.
Programação de sábado: do sertão ao pop da Amazônia
As apresentações do dia 17 de outubro começam com Guigga Maraká, vencedor do Prêmio Caymmi de Música, que conecta elementos do cancioneiro sertanejo com a MPB. Na sequência, a potiguar Juliana Linhares sobe ao palco com o repertório do trabalho Até Cansar o Cansaço (2026), projeto que recebeu indicação ao Grammy Latino.
O primeiro dia de festival também destaca o fenômeno paraense Zaynara, expoente responsável pela difusão do beat melody no cenário pop, além do aguardado show da cantora e compositora Céu. A artista paulistana, dona de três troféus do Grammy Latino, revisita sucessos da carreira como “Malemolência”, “Lenda” e “Cangote” após o reagendamento de sua apresentação originalmente prevista para 2023. Nos intervalos, o Palco Maré recebe Brega a Dois e Totô de Babalong.
Programação de domingo: fusão de estilos e fechamento marcante
O domingo, 18 de outubro, abre espaço para o funk contemporâneo de Bia Soull, que apresenta as faixas de Pornografia Auditiva (2026). Logo depois, Getúlio Abelha apresenta a turnê Autópsia+, espetáculo performático que mescla forró, brega, rock e punk com forte teor de sátira e crítica social.
A tarde ainda conta com Zé Ibarra, apresentando as harmonias sofisticadas do disco Afim, mescla de jazz, MPB e pop refinado. O encerramento fica por conta da baiana Rachel Reis com a Divina Tour, espetáculo baseado no álbum Divina Casca (2025). As transições do segundo dia no Palco Maré serão comandadas pelos sets de DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto e DJ Rick Nogueira.
Serviço e venda de ingressos
Os portões do Trapiche Barnabé abrem a partir das 16h30 em ambos os dias de evento. Os últimos ingressos estão disponíveis para compra online por meio da plataforma Sympla, com entradas a partir de R$ 80 (valor de inteira).
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