O lendário baterista Gene Hoglan pode ter criado um dos elementos mais marcantes do metal moderno anos antes de sua popularização na cena musical. A teoria veio à tona durante um bate-papo com Craig Reynolds, momento em que o músico relembrou sua trajetória por bandas como Dark Angel, Testament, Death, Strapping Young Lad e Dethklok.
Durante a conversa, Reynolds levantou a hipótese de que Hoglan teria inventado o primeiro breakdown moderno. O apresentador notou uma forte semelhança rítmica entre a faixa “Darkness Descends”, lançada pelo Dark Angel em 1986, e o clássico “One”, divulgado pelo Metallica em 1988, traçando um paralelo com a sonoridade do metalcore atual.
A análise se concentrou no uso do bumbo duplo sincronizado com o riff da guitarra, técnica apontada por Craig como a base para o formato do breakdown: “Vou mandar a real: acho que você criou o primeiro breakdown moderno.”
Apesar de concordar com a lógica por trás da observação, Hoglan revelou indiferença quanto à possibilidade de reivindicar a autoria do recurso: “Na verdade, sim, mas não dou muita importância a isso.”
O peso do Metallica no cenário musical Na sequência, o artista fez questão de exaltar o papel fundamental do Metallica na evolução do thrash metal e no suporte aos músicos da mesma geração. Ao mencionar o baterista Lars Ulrich e Dave Mustaine, do Megadeth, o músico destacou:
“Sem o Metallica, nenhum de nós estaria aqui; e sem o Lars, nenhum de nós estaria fazendo o que faz. Digo, ele é o padrinho da bateria no Thrash Metal, e o Metallica, junto com o Dave Mustaine, é o padrinho do Thrash Metal. Lembro de quando ‘One’ tocava muito no rádio. Meus amigos me ligavam e diziam: ‘Cara, você ouviu a música nova do Metallica? Caramba, é… nossa, você precisa ouvir isso’. Eu ouvi e pensei: ‘Entendido. Beleza’, sabe?”
A construção da batida no Dark Angel Percebendo que o convidado não demonstrava incômodo com a possível inspiração, o entrevistador voltou a focar na estrutura rítmica. Em resposta, Hoglan detalhou como concebeu a levada, mencionando a influência do saudoso baterista Kirk Arrington, da banda Metal Church:
“Era algo que eu mesmo estava começando a desenvolver naquela época, porque nunca tinha ouvido ninguém fazer isso. Eu estava compondo várias coisas que usavam uns padrões de bumbo mais elaborados, bem mais complexos do que apenas o básico. Toda aquela levada de bateria veio de… não sei se você conhece a música ‘Metal Church’, da banda Metal Church. E o Kirk Arrington, o baterista deles, manteve um groove… eles faziam algo como… ele manteve uma base, uma batida bem simples durante a música toda. Então, o Jim e eu tocávamos o riff, e eu encaixava o bumbo duplo ali. É aquele tipo de coisa em que a gente pensa: ‘Poxa, bem que ele poderia ter feito isso’. E aí, aquela batida simplesmente… sabe? Então, quando começamos a compor a música ‘Darkness Descends’, inserimos essa batida nela, e eu, com certeza, trabalhei bastante nisso.”
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