A possibilidade de fabricar automóveis chineses em solo português voltou a ganhar força após o Governo confirmar que está em negociações com potenciais investidores para atrair uma nova unidade fabril para o país.
A confirmação foi anunciada por Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, durante uma entrevista conjunta concedida à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, no programa Conversa Capital.
“Gostava de poder anunciar uma nova fábrica de automóveis em Portugal, mas não posso”, afirmou o governante, sem identificar qualquer fabricante.
Ainda assim, Castro Almeida confirmou que existem contactos em curso: “Há potenciais investidores que têm tido um diálogo frutuoso com a administração pública”, acrescentou, sublinhando que o Governo está a trabalhar para criar condições que permitam atrair este investimento.
Portugal já estava no radar dos fabricantes chineses
O interesse da indústria automóvel da China no país não representa uma novidade. A BYD figura entre as marcas que já haviam demonstrado interesse em produzir em território português, embora o ministro não tenha apontado nenhum fabricante específico envolvido nas tratativas atuais.
O construtor chinês prepara-se para iniciar a produção na Europa, a partir da sua nova fábrica na Hungria, mas já manifestou o desejo de ampliar a sua capacidade industrial no continente.
Em outubro, durante o Salão de Paris, Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, confirmou que a França integra a lista de países avaliados para abrigar uma nova unidade fabril. A Espanha também tem sido cotada como um possível destino para os investimentos do grupo.
Até o momento, não há qualquer confirmação sobre quais montadoras participam das conversas com o governo português, tampouco foram revelados detalhes a respeito da localização, do cronograma ou do porte de uma possível fábrica.
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