A Federação Internacional de Halterofilismo (IWF) confirmou neste domingo (25) que Moscou será a sede do seu Campeonato Mundial no ano de 2030. Com essa decisão, a modalidade passa a ser o primeiro esporte olímpico — considerando programas de verão e de inverno — a organizar um evento mundial em solo russo desde fevereiro de 2022, marco inicial do conflito na Ucrânia.
Até então, o país havia perdido ou transferido grandes eventos programados. Um exemplo foi o Mundial de esportes aquáticos de 2025, originalmente planejado para Kazan, mas que acabou sendo remanejado para Singapura.
O anúncio oficial detalhou o cronograma futuro: “Os Campeonatos Mundiais de 2029 serão realizados em Ahmedabad (Índia), e Moscou (Rússia) sediará a edição de 2030”. A repercussão local foi imediata. “A Federação Russa de Halterofilismo é a primeira federação de esportes olímpicos a conseguir trazer de volta ao país uma competição oficial de alto nível em anos”, celebrou a entidade russa em uma publicação nas redes sociais.
Passos rumo à reintegração
A escolha de Moscou para o Mundial representa um avanço significativo no processo de reintegração da Rússia ao cenário esportivo global. Esse movimento ocorre após uma série de flexibilizações regulatórias por parte de autoridades internacionais.
Em julho, o Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu parte das restrições aplicadas aos competidores do país, abrindo caminho para que tentem vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, inclusive em modalidades coletivas. Apesar disso, permanece a proibição do uso da bandeira e execução do hino nacional russo. No âmbito específico da modalidade, a IWF já havia optado pela reintegração plena de atletas russos e belarussos em junho passado.
Cenário no esporte internacional
Outras federações adotaram medidas semelhantes ao longo do tempo. O judô e os esportes aquáticos reincorporaram os atletas respectivamente em novembro de 2025 e abril de 2026. O Comitê Paralímpico Internacional (CPI) seguiu a mesma linha permitindo a participação em Milão-Cortina no inverno passado.
Contudo, o cenário não é unânime. A World Athletics, entidade que comanda o atletismo mundial, continua aplicando um banimento total a russos e belarussos, condicionando qualquer revisão a avanços reais e mais “concretos” nas negociações de paz.
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