O Ibovespa futuro abriu o dia em alta de 0,55%, cotado aos 207.220 pontos, e logo depois renovou máxima com avanço de 0,74%, aos 207.620 pontos, enquanto o dólar comercial avançava a R$ 5,05, registrando alta de 0,26% na compra e na venda, cotado a R$ 5,051. Os juros futuros operam em recuo e os investidores estrangeiros lideram o otimismo com o país, colocando as ações da Petrobras acima do Itaú entre os ativos favoritos do mercado.
No cenário macroeconômico nacional, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,32% em outubro, ficando 0,38 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de setembro, que havia sido de 0,70%, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 4,15% e, em 12 meses, alcança 4,62%, superando os 4,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro do ano anterior, a taxa havia sido de 0,18%.
Destaques corporativos e cenário internacional
A Embraer informou nesta sexta-feira que sua carteira de pedidos consolidada atingiu US$35,7 bilhões no terceiro trimestre, representando um crescimento de 14% na comparação anual e superando o recorde histórico registrado no trimestre anterior. O segmento de aviação comercial somou US$15,8 bilhões, a aviação executiva alcançou o recorde de US$8,2 bilhões e a divisão de defesa e segurança registrou US$6,1 bilhões, impulsionada pelo pedido firme de duas aeronaves KC-390 Millennium pela Força Aérea Colombiana.
No setor automotivo, a fabricante chinesa de veículos elétricos BYD deu início aos pedidos de licenças para dobrar a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira para 600.000 veículos. A unidade deve iniciar 2027 superando o mínimo exigido de 50% de nacionalização de componentes. Questionado sobre os planos da companhia de se tornar a maior montadora do país em volume de vendas até 2030, o vice-presidente sênior Alexandre Baldy declarou: “A gente trabalha para inaugurar 2027 já ultrapassando essa posição e termos essas etapas em operação para sermos considerados um fabricante local”.
Enquanto isso, os mercados internacionais reagem a dados de inflação e tensões geopolíticas. No Japão, a inflação básica ao consumidor ultrapassou a meta de 2% do banco central em setembro pela primeira vez em nove meses, atingindo 2,1% na comparação anual. Na Ásia e na Europa, as bolsas operam atentas à aversão ao risco e aos desdobramentos no setor de tecnologia. Os preços do petróleo sobem, com o Brent negociando acima de US$ 114 o barril, impulsionados por conflitos e preocupações com o fornecimento global.
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