Lula afirma que nenhum programa social será extinto em seu quarto mandato

Lula garante que nenhum programa social será extinto em seu novo mandato

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O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo (1º) que nenhum programa social será extinto em seu quarto mandato, a partir de 2027.

Em vídeo publicado nas redes sociais e difundido no grupo de WhatsApp Exército do Lula, o petista desmentiu boatos sobre cortes em benefícios como o Bolsa Família e o Gás do Povo.

Lula também reafirmou as promessas de campanha e agradeceu aos eleitores. A manifestação marcou sua reaparição após uma semana com problemas na voz.

“Escutem o que eu vou dizer: nenhum programa social será extinto neste país”, afirmou. “O que pode acontecer é criarmos novos programas sociais ou melhorarmos aqueles que já existem”, afirmou, ao dizer que fake news foi espalhada pelos adversários.

Lula associou o período em que esteve sem voz à disseminação de informações falsas após a eleição. “Passei a semana inteira sem voz. Trabalhei muito para me recuperar. E, numa semana em que fiquei sem voz, a mentira voltou a tomar conta deste país”, declarou.

Desde a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), no domingo passado (25), circularam nas redes sociais publicações que anunciavam falsamente o fim ou a redução do Bolsa Família e do Gás do Povo, além de um suposto recuo na implementação do fim da escala 6×1.

Na semana passada, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) já havia desmentido os boatos. Segundo o governo, os programas continuam em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução de benefícios.

O governo também tem reforçado que a emenda constitucional que acabou com a escala 6×1 também permanece inalterada. Lula não anunciou novas medidas no pronunciamento.

“Tudo aquilo que foi prometido na campanha, podem ter certeza de que vai acontecer. Podem ter certeza”, disse. Em seguida, criticou os responsáveis pela divulgação dos boatos: “Não acreditem nos mentirosos de sempre, que vivem tentando vender desgraça e infelicidade ao nosso povo”.

O presidente também procurou tranquilizar os apoiadores sobre seu estado de saúde. “Estou com boa saúde. Minha voz melhorou”, afirmou. Ele disse que pretende percorrer os estados para agradecer pessoalmente aos brasileiros que participaram da eleição.

“Quero agradecer a cada mulher, a cada homem, a cada pessoa idosa que foi votar, a cada jovem que foi às ruas para garantir a continuidade da democracia brasileira”, declarou.

O presidente foi reeleito há uma semana, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, revertendo a vantagem obtida pelo adversário na primeira etapa da disputa.

Desde o fim do segundo turno, agentes econômicos têm especulado sobre a nova composição do Ministério da Fazenda a partir de 2027, levantando também preocupações quanto aos gastos públicos e a trajetória da dívida.

Um dos principais cotados para assumir a Fazenda no quarto mandato de Lula, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), disse que o presidente fará um governo mais ousado para melhorar a vida do povo, mas terá responsabilidade fiscal.

“Ele vai navegar nesses dois campos, conciliar essas duas agendas, mas jamais vai abrir mão dos ganhos sociais a cada ano”, afirmou em entrevista concedida à Folha.

Segundo Fonteles, todos os compromissos assumidos na fase final da campanha são compatíveis com o arcabouço fiscal e, no momento certo, o presidente vai anunciar as medidas econômicas do próximo mandato.

A pressão sobre a dívida pública cresceu com as medidas adotadas pelo governo Lula de olho nas eleições, que alcançaram R$ 290 bilhões, considerando valores previstos para 2026 e 2027. Como mostrou a Folha, o tamanho da conta a ser paga ameaça travar a próxima gestão.

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