O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, negou nesta segunda-feira que medidas adotadas por seu governo nos últimos dias como o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEI) sejam uma bomba fiscal e afirmou que há espaço no orçamento para todas elas.
“Eu não sei de onde você tirou essa ideia de que é uma bomba que vai estourar…Não é bomba”, disse o presidente a uma das jornalistas que o entrevistava.
“Tudo o que está sendo aprovado está nas possibilidades fiscais e no orçamento”, afirmou.
Especialistas do mercado financeiro avaliam as medidas como eleitoreiras e consideram que devem impactar negativamente as contas públicas.
“Eu não preciso aprender responsabilidade com a Faria Lima. Responsabilidade eu tenho, porque eu sei como pai de família, como trabalhador de fábrica que recebe salário, que a gente não pode gastar o que a gente não tem e portanto nós estamos gastando aquilo que nós sabemos que é possível fazer e vamos fazer”, disse Lula, na entrevista.
Mais cedo nesta segunda-feira, Ministério do Planejamento e Orçamento informou em nota à imprensa que deve remanejar cerca de R$20 bilhões das contas federais de 2027 para acomodar medidas adotadas recentemente, destacando que o valor corresponde a pouco mais de 1% do total de despesas sujeitas ao limite de gastos.
Sem detalhar a quais ações esse impacto se refere, a pasta disse na nota que os ajustes serão propostos ao Congresso Nacional mantendo o limite total das despesas e a meta de resultado primário.
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