O presidente Lula tem descartado, em conversas com aliados, antecipar a nomeação do ministro da Fazenda de seu quarto mandato para acalmar o mercado financeiro. A tendência é que ele indique o chefe da equipe econômica apenas na volta de uma viagem internacional que iniciará daqui a uma semana.
O chefe do Executivo deve ir à Turquia, para a COP31, e cogita emendar uma participação em encontro de países do Sudeste Asiático, nas Filipinas, retornando apenas no final de novembro.
O mandatário tem avaliado que adiantar a escolha para a pasta econômica representaria uma concessão desnecessária a um setor que historicamente mantém postura de oposição à sua gestão. Entre os nomes mais cotados para assumir o cargo estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), embora a permanência de Dario Durigan também não esteja descartada.
A revelação da composição completa do ministério tem previsão para iniciar em um prazo de três a quatro semanas. No momento, o processo envolve diálogos com lideranças de siglas partidárias interessadas em integrar a base governista, articulação que é liderada pelo presidente do PT, Edinho Silva, acompanhado por outros dirigentes da cúpula partidária.
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