O estilista Seán McGirr não é mais o diretor criativo da McQueen. A despedida do designer irlandês ocorre após uma breve passagem de cerca de dois anos à frente do estilo da casa britânica, marcando mais uma dança das cadeiras no disputado mercado de luxo global.
Em comunicado oficial, a maison agradeceu a contribuição do profissional: “Desde que ingressou na marca, Seán moldou um novo capítulo em nossa história criativa, trazendo uma visão singular, ao mesmo tempo em que se manteve profundamente conectado ao espírito e ao legado de seu fundador, Lee Alexander McQueen”.
Reformulação comercial e corte de lojas
A saída do designer faz parte de um processo amplo de reorganização dos negócios da grife, controlada pelo conglomerado Kering. As medidas envolvem o fechamento de pontos de venda ao redor do mundo e demissões internas, em uma estratégia voltada a reposicionar e enxugar os custos da operação.
Até o momento, a etiqueta inglesa não anunciou quem assumirá o comando criativo para as próximas coleções.
Trajetória e currículo na moda internacional
Nascido em Dublin, Seán McGirr construiu um portfólio robusto antes de liderar a McQueen. O estilista é graduado pela conceituada faculdade Central Saint Martins, em Londres, e deu seus primeiros passos no setor pela Burberry.
Ao longo da carreira, McGirr atuou na Uniqlo e na Dries Van Noten. Mais recentemente, consolidou sua notoriedade ao atuar como responsável pelo prêt-à-porter e pelo segmento feminino da JW Anderson, cargo que ocupava antes de ser chamado para liderar a McQueen.
O desafio de suceder Sarah Burton
Anunciado no cargo em outubro de 2023, McGirr assumiu a responsabilidade com a missão desafiadora de substituir Sarah Burton. A designer permaneceu na casa durante 26 anos, sendo 13 deles no posto de diretora criativa.
Burton herdou a liderança artística da marca em 2010, logo após o falecimento do fundador Lee Alexander McQueen. Sob sua gestão, a marca preservou códigos históricos indispensáveis, unindo alfaiataria rigorosa, referências narrativas profundas e uma postura estética subversiva que definem o DNA da etiqueta até hoje.
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