O tricampeão mundial Gabriel Medina conquistou nesta terça-feira (3) a etapa Cloud 9, nas Filipinas, penúltima parada do circuito mundial de surfe (WSL) antes da decisão em Pipeline, no Havaí. Com o triunfo, o brasileiro colocou fim a um jejum de vitórias de quase três anos em etapas do circuito, faturou seu primeiro troféu na temporada — após acumular três vice-campeonatos em Margaret River, Fiji e Peniche — e saltou da quinta para a segunda colocação no ranking geral, somando 53.210 pontos. Ele agora persegue o líder e atual campeão da temporada, o paranaense Yago Dora, que possui 54.950 pontos.
A briga pelo caneco mundial em águas havaianas segue totalmente aberta para outros brasileiros. Também mantêm chances matemáticas o potiguar Ítalo Ferreira, terceiro colocado com 49.335 pontos, e o paulista Miguel Pupo, que ocupa a quinta posição com 45.270 pontos. Entre eles, cercado de brasileiros, aparece o norte-americano Griffin Colapinto, em quarto lugar com 46.195 pontos.
O formato da grande final em Pipeline estabelece que os oito primeiros colocados do ranking vão estrear diretamente no round 4. Além disso, todos os atletas, tanto do masculino quanto do feminino, que começaram o ano estarão presentes na etapa decisiva. Outro diferencial é a pontuação: enquanto as fases anteriores distribuíam no máximo 10 mil pontos, o evento em solo havaiano premiará os vencedores com 15 mil pontos. O mata-mata que definirá o campeão da WSL 2026 acontecerá entre os dias 8 e 20 de dezembro.
A decisão nas Filipinas
Em busca de seu primeiro caneco no ano, Medina iniciou a bateria final somando uma nota 7.50, enquanto o australiano Jack Robinson marcou 6.17. Logo depois, Robinson pegou sua segunda onda e obteve 5.00. Em um momento de grande inspiração, o dono de três títulos mundiais encaixou um tubo espetacular que rendeu um 9.43, disparando na liderança. O adversário tentou responder em outro tubo, mas acabou sofrendo uma queda e ficou com 6.27. Na sequência, o australiano se reergueu ao cravar 8.23, acirrando o confronto. Administrando a prioridade na reta derradeira do tempo regulamentar, Medina controlou o ritmo e fechou o placar com 16.93, superando os 14.50 de Robinson.
Semifinal 100% brasileira
Antes de encarar o representante da Austrália na finalíssima, Medina precisou despachar o compatriota Yago Dora em uma semifinal eletrizante. O tricampeão mundial largou na frente com um 8.83 na primeira onda, ao passo que o líder da temporada respondeu com 7.00. Pouco depois, Dora virou o marcador ao somar 6.50 contra 4.17 do rival. A resposta de Medina veio rapidamente com outra boa onda avaliada em 6.93, retomando a ponta. Nos instantes finais, Yago tentou uma nova investida para reverter o quadro, mas sem sucesso. A vaga na decisão ficou com Medina, que fechou a bateria com 15.76 contra 13.50 do adversário.
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