A dona do Facebook e do Instagram, a Meta, tornou-se alvo de uma ação coletiva na Austrália. O processo acusa a gigante tecnológica de utilizar características de design viciantes em suas redes sociais, o que estaria causando danos a crianças e adolescentes no país.
A movimentação jurídica foi protocolada no Tribunal Federal em nome de oito autores. A demanda busca assegurar reparações financeiras para usuários de ambas as plataformas que acabaram desenvolvendo dependência digital ou foram expostos a materiais prejudiciais, conforme divulgaram conjuntamente o escritório de advocacia Minter Ellison e a organização Litigation Lending.
Na última segunda-feira (19), a corte emitiu uma ordem de confidencialidade que proíbe a divulgação pública dos detalhes específicos do processo, assim como a identidade dos demandantes, de acordo com os documentos oficiais do tribunal.
Em nota oficial, um representante da empresa se posicionou sobre o caso: “Estamos cientes da ação e vamos nos defender de forma enérgica”.
Por sua vez, a Litigation Lending Services informou que está arcando com o financiamento da ação coletiva para beneficiar famílias australianas que “não teriam meios práticos para apresentar as demandas contra um gigante global da tecnologia”.
“O processo apresenta questões importantes sobre o design e o funcionamento das plataformas de redes sociais e seu impacto sobre crianças e adolescentes na Austrália”, afirmou William Nolan, sócio da Minter Ellison.
O cerco judicial à companhia não é inédito. Em agosto, a Meta concordou em pagar até US$ 17,7 bilhões nos Estados Unidos para encerrar várias ações nas quais foi acusada de ter deliberadamente projetado suas plataformas para viciar usuários jovens.
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