O lançamento de Metroid Prime 4: Beyond em 2025 para o Nintendo Switch frustrou as expectativas de muitos fãs. Após cinco anos de desenvolvimento pelas mãos da Retro Studios, criadores originais da franquia, o público encontrou personagens secundários incômodos, uma motocicleta para Samus explorar cenários desolados e um desfecho profundamente insatisfatório.
A recepção morna do título gerou debates sobre os próximos passos da série. É curioso notar que Metroid Prime 2 e 3 ainda não chegaram ao Nintendo Switch, seja via serviço online ou em versões remasterizadas. Vendo a Nintendo revitalizar clássicos históricos com novas abordagens, surge uma alternativa promissora: submeter a trilogia Metroid Prime a um tratamento de remake, tomando como inspiração os esforços da Capcom com Resident Evil.
O modelo de sucesso da Capcom
Desde o remake de Resident Evil em 2002 até os sucessos mais recentes de Resident Evil 2 e 4, a Capcom soube recriar a atmosfera e o terror de sobrevivência dos originais enquanto modernizava a jogabilidade. O quarto capítulo da aventura espacial parecia deslocado no tempo. Embora visualmente polido, trazia uma sensação genuína de jogo de GameCube.
A proposta seria aplicar essa mesma mentalidade de resgate de essência para um remake da trilogia, utilizando a engine do quarto jogo como base. O aclamado Metroid Prime Remastered de 2023 apresentou texturas aprimoradas e suporte a widescreen, mas um remake completo na engine mais recente poderia exibir o planeta Tallon IV sob uma ótica totalmente inovadora.
O retorno do modo multijogador
Um projeto desse porte também abriria caminho para o aguardado retorno do modo multijogador visto em Metroid Prime 2, ausência sentida em Beyond. O formato original contava com até quatro participantes em modalidades como Deathmatch e Bounty Mode, utilizando moedas para definir os vencedores.
Uma repaginada poderia corrigir essa lacuna e expandir a ideia com novas modalidades, mapas baseados em diferentes locações da saga, além da inclusão de campanhas cooperativas e um modo horda online.
O futuro incerto de Samus
Em 2026, a série Metroid volta a caminhar por águas incertas. A Capcom enfrentou cenário parecido após o decepcionante Resident Evil 6 em 2012, mas conseguiu dar nova vida à marca com o sétimo título e a releitura do segundo jogo em 2019.
O destino de Samus está na corda bamba e, em um mercado onde estúdios fecham e concorrentes reduzem investimentos, a Nintendo precisa agir. Resgatar a essência da franquia por meio de remakes modernos pode ser exatamente o empurrão necessário para recuperar a verdadeira magia de Metroid.
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