Museu Nacional ganha mais R$ 10 milhões para reconstrução e já volta a receber visitantes

Museu Nacional recebe novo aporte de R$ 10 milhões para obras

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O processo de recuperação do Museu Nacional, situado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, terá uma injeção adicional de recursos. O Ministério da Educação (MEC) confirmou a liberação de mais R$ 10 milhões voltados ao andamento das intervenções no edifício histórico, que foi duramente castigado por um incêndio há oito anos.

A nova verba amplia o montante já destinado pela pasta federal à instituição, somando-se a aproximadamente R$ 68 milhões programados entre 2023 e 2026. A iniciativa faz parte do esforço contínuo de revitalização gerido pelo projeto Museu Nacional Vive, que também conta com uma contrapartida de R$ 100 milhões firmada junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de aportes de outros agentes públicos e da iniciativa privada.

Durante agenda no local, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou o compromisso do governo com a entrega do espaço: “Não mediremos esforços para garantir que esse patrimônio nacional possa ser totalmente reconstruído”.

Descobertas arqueológicas e avanço estrutural

O trabalho no antigo Paço de São Cristóvão já devolveu a integridade de elementos essenciais, como coberturas, fachadas externas e diversos recintos do prédio que sediou a monarquia no país. As obras também vêm revelando achados arqueológicos inéditos. Durante as escavações e reformas, os restauradores encontraram vestígios estruturais de uma antiga capela frequentada pela família real portuguesa, elementos que deverão ser integrados ao circuito de visitas no futuro.

A reconstrução busca recuperar não apenas o edifício principal, mas também reformar a Biblioteca Central, revitalizar imóveis anexos e ampliar as galerias para pesquisas e divulgação científica, planejando igualmente a sustentabilidade financeira da instituição a longo prazo.

Retomada do público e mostras em cartaz

Mesmo com os canteiros de obras ativos, o público começou a reencontrar a instituição. Desde junho deste ano, seis salas do palácio imperial foram reabertas para abrigar exposições temporárias com entrada gratuita, atraindo milhares de visitantes.

Entre as mostras abertas está “Bastidores da Ciência”, que desvenda as metodologias e etapas da produção do conhecimento científico do museu. Já a exposição “Rescaldo das Memórias” traz trabalhos do artista Vik Muniz, elaborados com cinzas e materiais resgatados dos escombros do incêndio de setembro de 2018, marcando simbolicamente o renascimento cultural da instituição.

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