A lua cheia de outubro brilha no céu nesta noite, trazendo um verdadeiro espetáculo lunar para os observadores. A fase máxima, com 100% de iluminação, acontece exatamente às 12h12 EDT (0412 GMT) de 26 de outubro, momento em que o disco lunar se posiciona diretamente oposto ao sol na perspectiva da Terra.
Durante esse período, o terminador sombrio que divide os lados diurno e noturno do satélite fica visível pela ausência, assim como as sombras que normalmente destacam as crateras em relevo durante as fases minguante e crescente. É o momento ideal para observar os “mares” lunares escuros — formados por antigas inundações de lava em bacias de impacto há bilhões de anos — e raios de material reflexivo de crateras jovens e brilhantes.
Quando e onde observar
Os observadores nos Estados Unidos poderão ver a lua cheia pela primeira vez ao surgir no horizonte oriental, logo ao pôr do sol, em 25 de outubro.
Próximo ao horizonte, o satélite costuma parecer gigante devido à chamada “Ilusão da Lua”, quando o cérebro humano compara o tamanho do disco lunar com objetos terrestres próximos. Além disso, na primeira hora após nascer, ela pode adquirir tons vibrantes de amarelo e laranja, pois os comprimentos de onda azuis da luz refletida — os menores do espectro visível — sofrem dispersão ao atravessar a atmosfera da Terra de forma oblíqua.
Origem do nome e tradições
No Hemisfério Norte, o evento é amplamente conhecido como lua do caçador porque surge logo após os agricultores recolherem a colheita de verão, deixando os campos limpos para que os caçadores pudessem localizar suas presas e estocar carne para o inverno, conforme registra o Old Farmer’s Almanac.
Povos originários da América do Norte também batizaram o fenômeno de outras maneiras. O povo Cree a chama de “Lua Migrante”, em alusão às aves que viajam para regiões mais quentes. Já as comunidades Ojibwe e Haida a conhecem como “Lua Congelante”, marcando a queda típica nas temperaturas do outono.
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