A Petrobras tem chances reais de manter inalterados os valores do diesel comercializados para as distribuidoras até o encerramento deste ano. A projeção é de analistas do Goldman Sachs e ocorre logo após a decisão do governo brasileiro de estender por mais 30 dias os subsídios voltados ao combustível.
Em informativo divulgado a clientes, a instituição financeira apontou que a renovação do incentivo de R$ 2,12 por litro destinado a produtores e importadores, somada à subvenção extra de R$ 1,40 por litro válida para importações até 6 de novembro, diminui a pressão sobre a companhia para reajustar os valores em sintonia com a volatilidade externa.
De acordo com as estimativas dos especialistas, o valor efetivo praticado pela petroleira brasileira está em patamar próximo a R$ 5,43 por litro. O montante representa uma defasagem de aproximadamente 25% em relação à paridade internacional de importação, estimada em cerca de R$ 7,30 por litro.
Apesar da diferença, o relatório aponta que o reforço nos incentivos direcionados ao diesel trazido de fora do país viabiliza que as distribuidoras adquiram o produto no exterior por tarifas equivalentes às praticadas pela estatal.
“Essa assimetria pode reduzir, embora não eliminar, o escopo para um aumento de preços pela Petrobras”, disseram analistas do Goldman Sachs em relatório.
Diante do cenário regulatório e de mercado, o banco financeiro reafirmou a recomendação de compra para os ativos da Petrobras na bolsa de valores.
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