RUF corrige classificação dos cursos de medicina e direito após erro em publicação

Ruf corrige posições em medicina e direito após falha de código

Educação

Por um erro de programação, algumas posições nos rankings dos cursos de medicina e direito do RUF (Ranking Universitário Folha) 2026 foram alteradas, o que também impactou informações publicadas na reportagem “Enamed entra no ranking de cursos de medicina do RUF”.

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ficou em primeiro entre os cursos de medicina de instituições privadas, não a Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. O curso da Universidade Federal de Viçosa ficou em 127º, não 159º. As duas listas já estão atualizadas com as posições corretas.

Ainda em medicina, a USP (Universidade de São Paulo) permanece na liderança entre as instituições públicas. Em direito, as lideranças permanecem inalteradas: a USP ocupa a primeira posição entre as instituições públicas, e a Escola de Direito de São Paulo (FGV Direito SP), entre as privadas.

Os valores individuais dos indicadores e as somas das pontuações divulgadas no RUF estavam corretos e não foram alterados.

Entenda o erro no sistema

O programa usado para montar os rankings funciona em duas etapas.

Na primeira, apenas soma as pontuações, o que foi feito corretamente. Na segunda, em que ordena as instituições, desconsiderou o novo indicador (Enamed – Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) no caso de medicina e os resultados de aprovação na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em direito.

Na prática, é como se tivesse feito a conta duas vezes, esquecendo, na segunda vez, de incluir parte dos dados.

Entre as 42 carreiras avaliadas pelo RUF, medicina e direito têm distribuições de pontuação diferentes das demais. Em direito, dos 100 pontos possíveis, 50 correspondem ao ensino, 15 à avaliação do mercado de trabalho e 35 ao percentual de aprovados no exame da OAB.

Em medicina, a inclusão do Enamed, que substituiu o Enade na avaliação dos concluintes, alterou a distribuição dos pontos em 2026. O desempenho dos estudantes passou a valer 12 pontos, contra 8 anteriormente. Com a mudança, o indicador de ensino passou a somar 72 pontos, enquanto a avaliação do mercado de trabalho responde pelos outros 28.

As classificações corrigidas podem ser consultadas nos rankings de medicina e direito. As listas dos dez primeiros em cada curso estão a seguir.

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