Grandes novidades agitam o universo do rock pesado. Sharon Osbourne anunciou recentemente que o lendário músico do Metal deixou material inédito gravado em estúdio com o produtor Andrew Watt, com planos de lançamento vinculados à nova cinebiografia do casal.
Em entrevista concedida ao Hits Daily Double, a empresária detalhou os projetos futuros e aproveitou para denunciar o sumiço de antigos materiais da banda Black Sabbath. Segundo ela, gravações raras de estúdio, apresentações ao vivo e registros inéditos estariam em poder de terceiros.
“Existem duas músicas que Ozzy gravou para o projeto de filme dele com Andrew Watt, e existem gravações do Black Sabbath que desapareceram há anos — gravações de estúdio, gravações ao vivo, gravações inéditas. Agora sabemos exatamente quem as tem: o mesmo homem que vem roubando nosso dinheiro. Ele disse que nunca as teve, mas encontramos pessoas com depoimentos juramentados de que foram ao escritório dele. Ele é um acumulador de memorabilia — dois armazéns cheios de álbuns. Estamos bem no meio desse pesadelo”, declarou Sharon.
O produtor Andrew Watt já havia comentado sobre o material em outubro deste ano, durante uma conversa com a Rolling Stone, destacando que as sessões ocorreram pouco antes do histórico show de despedida do Black Sabbath, o Back to the Beginning, realizado em julho de 2025.
“Existem algumas músicas que fizemos por um motivo específico, e sim, é tudo o que posso dizer. É difícil para mim ouvi-las. Não as ouvi [desde que Ozzy faleceu]”, afirmou Watt, que também produziu e integrou a banda de apoio nos discos de estúdio Ordinary Man (2020) e Patient Number 9 (2022).
Desafios na produção da cinebiografia
Além das faixas inéditas, Sharon abriu o jogo sobre os bastidores da produção do filme biográfico em parceria com a Sony Pictures, revelando que a equipe criativa já trabalha no quarto roteiro.
“Temos o filme do Ozzy com a Sony Pictures. Já estamos no quarto roteiro. [risos] É difícil para os roteiristas captarem a voz do Ozzy — é a percepção versus a realidade. Tem sido difícil, mas fazer filmes é difícil — espero que quanto mais tempo demorar, melhor fique”, pontuou a empresária.
O longa-metragem focará em um recorte específico da relação do casal e da trajetória do artista, abrangendo o período entre 1978 e 1996. A narrativa cobrirá o encerramento da primeira fase do Black Sabbath, a consolidação da carreira solo e a criação do festival Ozzfest.
“Todo mundo sabe o que aconteceu depois disso, mas ninguém sabe o que Ozzy e eu passamos com meu pai para ficarmos juntos”, concluiu.
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