SPFW N61: Handred, verão 2027

SPFW N61: Handred busca inspiração no Japão para o verão 2027

Cultura

A Handred apresentou sua coleção de verão 2027 durante a SPFW N61, trazendo para o palco do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, uma narrativa concebida após uma viagem do estilista e fundador André Namitala ao Japão, realizada na virada de dezembro de 2025 para janeiro de 2026. A abertura do evento foi marcada pela força rítmica dos tambores de taiko, performance que arrebatou o público antes mesmo da entrada do primeiro modelo na passarela.

A coleção traduziu essa vivência oriental por meio de trajes típicos reinterpretados, tecidos tradicionais e manifestações culturais clássicas. Na passarela, observou-se o predomínio de silhuetas generosas, frequentemente ajustadas na cintura, mesclando cortes retos e arredondados. A cartela têxtil destacou matérias-primas nobres e expressivas como algodão, linho, seda e organza, enriquecidas com texturas, padronagens e bordados minuciosos.

Adaptação e novas formas

Mesmo com composições finais que exploravam o visual em camadas, as peças foram desenvolvidas com independência, favorecendo combinações descomplicadas. Uma das novidades no vocabulário da etiqueta foi a introdução de ombreiras com proporções volumosas em camisas, casacos e jaquetas, todas ajustáveis e removíveis. Essa proposta de versatilidade também se estendeu a lenços, golas e armações que conferem volume às saias, itens que podem ser adaptados ao gosto do usuário.

A evolução da marca e os rumos comerciais

Prestes a celebrar 15 anos em 2027, a marca carioca vinha de uma temporada de inverno 2026 caracterizada por uma estética mais enxuta, na qual Namitala reduziu o excesso de bordados, as citações artísticas e o trabalho manual excessivo, aproximando suas criações da rotina diária. No verão 2027, parte dessa abordagem mais funcional permaneceu viva na diversidade do mix de produtos e nos perfis das silhuetas, contrastando com momentos de rebuscamento ornamental.

A transformação no perfil da clientela ficou evidente na própria plateia do desfile, que tem migrado dos conjuntos ultradecorados para clássicos aprimorados, a exemplo de jaquetas comedidas, calças abauladas, camisas fluidas de seda, trench coats desestruturados e coletes de inspiração utilitária. Esse caminho mais funcional tem respaldo nos negócios: durante o preview da coleção, o próprio estilista revelou que as vendas cresceram com a entrega do inverno 2026 aos pontos de venda, atraindo uma nova base de consumidores e mantendo os compradores tradicionais interessados nas modelagens estruturadas.

What do you feel about this post?

0%
like

Like

0%
love

Love

0%
happy

Happy

0%
haha

Haha

0%
sad

Sad

0%
angry

Angry

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *