O presidente dos EUA, Donald Trump, concluiu nesta quarta-feira que a importação de robôs e máquinas representa riscos à segurança nacional, mas não impôs nenhuma tarifa imediata, ordenando, em vez disso, que as autoridades mantenham negociações com governos estrangeiros sobre os níveis de importação.
A determinação blinda temporariamente as indústrias norte-americanas — que dependem de suprimentos do exterior para a maior parte de sua robótica e maquinário industrial — contra taxas iminentes. Contudo, o governo preserva a possibilidade de taxação caso as tratativas com aliados comerciais falhem.
A medida ocorre após uma apuração que se estendeu por mais de um ano. Com o veredito, Trump determinou que o Departamento de Comércio dos EUA e o Representante Comercial dos EUA busquem entendimentos conjuntos com nações parceiras para mitigar os riscos associados ao setor, deixando em aberto a imposição de taxas no futuro. Além disso, o líder norte-americano exigiu um balanço oficial sobre o avanço das conversas em um prazo de 180 dias.
Iniciada em setembro de 2025, a investigação do governo mirou tecnologias estrangeiras como sistemas mecânicos programáveis controlados por computador e equipamentos industriais de estampagem e prensagem. O escopo incluiu ferramentas para solda, corte, movimentação de peças, além de fornos, autoclaves e dispositivos movidos a laser ou jato de água.
Precedentes e riscos tecnológicos No mês de julho, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA baniu a entrada de novas versões de robôs e inversores de energia fabricados na China, embora tenha mantido a autorização para modelos já existentes de robôs quadrúpedes e humanóides.
Especialistas projetam que robôs humanóides impulsionados por inteligência artificial ganhem espaço expressivo nos mercados industriais e de consumo, ao passo que a proliferação de data centers no país exigirá suprimentos seguros de inversores de energia.
“Os robôs coletam dados que poderiam ser aproveitados por agentes mal-intencionados para vigiar os norte-americanos, aprimorar as capacidades dos serviços de inteligência estrangeiros ou para controlar remotamente os robôs”, afirmou a FCC em julho.
O Departamento de Comércio reiterou que os Estados Unidos dependem de importações estrangeiras para a maioria dos tipos de robótica e maquinário industrial. No mesmo mês de julho, o órgão encerrou uma apuração voltada a aeronaves comerciais, motores a jato e componentes do exterior, identificando ameaças similares à soberania do país.
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