5 hábitos que podem aumentar o estímulo de colágeno — da alimentação ao microagulhamento

Cinco hábitos essenciais para estimular o colágeno na pele

Cultura

A redução natural do colágeno ao longo dos anos é um processo inevitável que afeta diretamente a firmeza, a saúde e o aspecto preenchido da pele. Por essa razão, buscar alternativas para estimular a produção dessa proteína fundamental torna-se cada vez mais necessário com o envelhecimento.

Muitas pessoas começam a notar essa transformação por volta dos 30 anos, quando surgem os primeiros sinais na pele, como perda de elasticidade, diminuição da luminosidade e enfraquecimento da barreira cutânea. O colágeno funciona como o verdadeiro centro da saúde da pele, sendo indispensável para conquistar uma aparência jovem e viçosa. Embora o mercado ofereça inúmeras fórmulas, cremes e bebidas que prometem resultados milagrosos, entender como preservar e estimular a proteína exige orientação especializada.

O que é colágeno?

O colágeno é uma proteína produzida naturalmente pelo organismo e frequentemente considerada um dos principais pilares para a saúde da pele. “Gosto de pensar nele como um ‘alicerce’, pois é responsável por proporcionar sustentação, firmeza e uma aparência lisa e viçosa”, explica a dermatologista consultora da La Roche-Posay, Justine Hextall. “Os dois tipos de colágeno mais abundantes na pele são os tipos 1 e 3: o primeiro representa 80% do colágeno cutâneo, enquanto o segundo corresponde a 15%”, acrescenta.

Por que os níveis de colágeno diminuem?

“Começamos a perder colágeno já aos 20 anos, e estima-se que essa redução seja de aproximadamente 1% ao ano a partir de então”, pontua Justine. Entre os sinais mais comuns desse processo estão o surgimento de linhas finas, a perda de elasticidade e a diminuição da luminosidade.

A menopausa, que provoca uma redução nos níveis de estrogênio, também acelera a perda de colágeno. “Há uma queda acentuada, de aproximadamente 30%, nos primeiros cinco anos após a menopausa. Depois, o ritmo começa a se estabilizar novamente, chegando a cerca de 2% ao ano. O estrogênio desempenha um papel fundamental na espessura e na hidratação da pele, assim como na síntese de colágeno e elastina. A pele e, principalmente, os fibroblastos responsáveis pela produção de colágeno possuem receptores de estrogênio. Por isso, a redução desse hormônio durante a menopausa afeta diretamente a produção da proteína”, explica a especialista.

Além do envelhecimento natural, a exposição aos raios ultravioleta e a poluição figuram entre os principais fatores responsáveis pela degradação da proteína. “A principal causa da perda de colágeno nas áreas expostas do corpo, como rosto, pescoço e braços, é a exposição aos raios UV. Nessas regiões, estima-se que cerca de 85% do envelhecimento seja provocado por fatores externos”, observa a médica.

5 maneiras de estimular a produção de colágeno

Proteja a pele da exposição aos raios UV “Como a maior parte da perda de colágeno facial está relacionada a fatores externos, como a radiação UV e a poluição, não consigo enfatizar o suficiente a importância de proteger a pele contra esses agentes”, afirma a Justine. “Falamos muito sobre suplementos de colágeno, mas o segredo está em preservar aquilo que já temos. Recomendo o uso diário de antioxidantes, como o C E Ferulic, da SkinCeuticals, uma fórmula estável e eficaz de vitamina C que ajuda a combater os danos causados pelos radicais livres decorrentes da exposição aos raios UV e à poluição. Também recomendo o resveratrol, que bloqueia a enzima tirosinase e auxilia no tratamento da hiperpigmentação. E, claro, o uso de um protetor solar de amplo espectro e alto fator de proteção, como os produtos da linha Anthelios, da La Roche-Posay”.

Aposte em uma alimentação que favoreça a produção de colágeno “Certifique-se de que sua alimentação seja rica em frutas, vegetais, gorduras saudáveis e fibras, para favorecer um microbioma intestinal equilibrado e proteger o organismo contra processos inflamatórios. Também é importante consumir proteínas em quantidade suficiente para apoiar a formação de colágeno”, orienta. “Evite o açúcar sempre que possível, já que os picos de glicose favorecem a inflamação e desencadeiam um processo chamado glicação, que contribui para a degradação do colágeno”.

Cuide da barreira cutânea “Uma barreira cutânea comprometida favorece processos inflamatórios e pode contribuir para o envelhecimento da pele e a perda de colágeno. Não subestime a importância de uma rotina de cuidados delicada e hidratante, que priorize a saúde do microbioma cutâneo”, explica a Dra. Hextall. “Sempre aplico um umectante antes do hidratante para potencializar a hidratação e prefiro fórmulas com ácido hialurônico de diferentes pesos moleculares e pantenol”.

Dê atenção ao seu estilo de vida “Sabemos que o estresse crônico favorece processos inflamatórios e pode danificar o colágeno”, alerta a dermatologista. “Reservar um tempo para a prática de exercícios físicos, mesmo que seja apenas uma caminhada diária de 20 minutos, pode fazer uma grande diferença. Priorize também o sono, já que evidências sugerem que o impacto de noites mal dormidas sobre nossa saúde e bem-estar é ainda mais significativo do que imaginávamos”, acrescenta.

Considere o microagulhamento O procedimento atua ativando a produção da proteína e elevando os níveis de elastina, além de impulsionar a capacidade regenerativa natural da cútis. “Na minha opinião, um dos melhores tratamentos para estimular o colágeno é o microagulhamento, especialmente quando combinado a fatores de crescimento, como o PRP (plasma rico em plaquetas). Já observei resultados excelentes em alguns pacientes, embora a resposta ao procedimento possa variar de pessoa para pessoa”, compartilha a profissional.

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