Em setembro de 2026, os preços da indústria geral variaram 1,54% frente a agosto, mantendo o sinal apresentado em agosto frente a julho (0,34%). O índice acumulado em 12 meses chegou a 4,34%. O acumulado no ano foi de 5,04%.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas. Em setembro, 16 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variação positiva nos preços ante o mês imediatamente anterior, seguindo o sinal da variação no índice da indústria geral. Em comparação, no mês de agosto, 13 atividades haviam apresentado maiores preços médios em relação a julho.
As quatro altas mais intensas em setembro foram: indústrias extrativas (11,04%); refino de petróleo e biocombustíveis (4,88%); alimentos (2,40%); e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,79%).
Na comparação entre os preços de setembro e agosto, alimentos foi o setor de maior destaque na composição do resultado agregado. A atividade influenciou com 0,58 ponto percentual (p.p.) na variação de 1,54% da indústria geral. Outras atividades que também sobressaíram foram indústrias extrativas, com 0,47 p.p. de influência, refino de petróleo e biocombustíveis (0,46 p.p.) e outros produtos químicos (0,05 p.p.).
O acumulado do ano, que compara os preços do mês de referência aos de dezembro do ano anterior, atingiu variação de 5,04%. Entre as atividades que, em setembro de 2026, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, se destacaram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (15,20%), indústrias extrativas (13,06%), borracha e plástico (10,46%) e outros produtos químicos (8,86%).
Ainda sob a perspectiva do índice acumulado no ano, as principais influências foram registradas em alimentos: 1,25 p.p., outros produtos químicos: 0,68 p.p., indústrias extrativas: 0,56 p.p. e refino de petróleo e biocombustíveis: 0,44 p.p.
No acumulado em 12 meses, calculado comparando os preços de setembro de 2026 aos de setembro de 2025, o IPP chegou a 4,34%. Em agosto, este indicador estava em 2,50%. Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação de setembro com o mesmo mês do ano anterior foram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (16,50%); indústrias extrativas (11,96%); impressão (10,79%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,80%).
Nesta mesma ótica, os setores de maior influência no resultado agregado foram: alimentos (0,60 p.p.); metalurgia (0,60 p.p.); indústrias extrativas (0,52 p.p.); e borracha e plástico (0,38 p.p.).
Categorias econômicas e destaques setoriais
Entre as grandes categorias econômicas, o resultado mensal de setembro (1,54%) repercutiu assim: 0,62% de variação em bens de capital (BK); 1,94% em bens intermediários (BI); e 1,18% em bens de consumo (BC). A variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,38%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,33%.
A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 54,10% e respondeu por 1,04 p.p. da variação de 1,54% nas indústrias extrativas e de transformação. Completam a lista bens de consumo, com influência de 0,45 p.p., e bens de capital, com 0,05 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em setembro se divide em 0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,43 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
No acumulado no ano, a variação chegou a 3,25%, no caso de bens de capital; 5,92% em bens intermediários; e 4,18% em bens de consumo, sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de 0,96%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, 4,82%.
Em termos de influência no resultado acumulado no ano, bens de capital foi responsável por 0,26 p.p. dos 5,04% verificados na indústria geral até setembro deste ano. Bens intermediários, por seu turno, respondeu por 3,18 p.p., enquanto bens de consumo exerceu influência de 1,60 p.p. no resultado agregado da indústria, influência que se divide em 0,06 p.p. devidos às variações nos preços de bens de consumo duráveis e 1,54 p.p. causados pelas variações de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
No acumulado em 12 meses, a variação de preços de bens de capital foi de 4,00% em setembro de 2026. Os preços dos bens intermediários, por sua vez, variaram 4,85% neste intervalo de um ano e a variação em bens de consumo foi de 3,69%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 1,36% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 4,15%.
No que diz respeito às influências no resultado agregado em 12 meses (4,34%), bens intermediários foi responsável por 2,61 p.p. em setembro. Houve, ainda, influência de 1,41 p.p. de bens de consumo e de 0,31 p.p. de bens de capital. O resultado de bens de consumo, em particular, foi influenciado em 0,09 p.p. por bens de consumo duráveis e em 1,33 p.p. por bens de consumo semiduráveis e não duráveis, este último com peso de 83,91% no cômputo da categoria de bens de consumo.
As indústrias extrativas apresentaram alta de 11,04% frente a agosto, a maior variação absoluta entre as atividades pesquisadas, exercendo a segunda maior influência absoluta sobre o índice geral, contribuindo com 0,47 p.p. para a variação de 1,54%. No acumulado do ano, a variação chegou a 13,06% (contribuição de 0,56 p.p.), e na comparação com setembro de 2025, os preços ficaram 11,96% mais altos (influência de 0,52 p.p.). Os resultados foram impulsionados principalmente por “óleos brutos de petróleo”, com reflexos de conflitos no Oriente Médio sobre a logística no estreito de Ormuz. Em sentido contrário, produtos associados ao minério de ferro exerceram pressão baixista.
Os preços de alimentos subiram 2,40% em setembro, variando positivamente pelo quarto mês consecutivo. A atividade teve a maior contribuição sobre o IPP nas três óticas: 0,58 p.p. no mês, 1,25 p.p. no acumulado no ano (alcançando 5,16%) e 0,60 p.p. no acumulado em 12 meses (chegando a 2,45%). Derivados da cana-de-açúcar e da soja foram os quatro produtos de maior influência, respondendo por 1,66 p.p. da alta do setor, impulsionados por menor disponibilidade e dúvidas sobre o El Niño.
No refino de petróleo e biocombustíveis, os preços subiram 4,88% após quatro meses de quedas, com acumulado no ano de 4,52% e em 12 meses de 3,34%. Quatro produtos, incluindo “gasolina, exceto para aviação”, responderam por 4,49 p.p. da variação. Outros produtos químicos registraram alta de 0,68% em setembro, acumulando 8,86% no ano e 3,98% em 12 meses, com destaque para a dinâmica da petroquímica e o benzeno, enquanto defensivos agrícolas apresentaram queda média de -1,29%.
O setor de borracha e plástico teve variação de -0,80% frente a agosto, acumulando retração de 4,30% entre julho e setembro, embora mantenha alta de 10,46% no ano e 9,48% em 12 meses. Por fim, a metalurgia ficou praticamente estável em setembro (0,03%), com avanço acumulado de 5,48% em 2026 e 9,43% em 12 meses, impulsionada principalmente por metais não ferrosos em bolsas internacionais.
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