A Klabin estima que o regime de fortes chuvas que atinge o estado do Paraná desde setembro continuará gerando reflexos em suas atividades produtivas até o primeiro trimestre de 2027. O alerta foi feito pelo principal executivo da maior fabricante nacional de papéis voltados para embalagens, durante uma teleconferência com analistas de mercado realizada na quinta-feira, logo após a divulgação do balanço trimestral da companhia.
O CEO da empresa, Cristiano Teixeira, detalhou que o panorama climático adverso, impulsionado pelo fenômeno El Niño, exige um esforço logístico e operacional severo nas regiões onde estão localizadas as florestas de pinus da corporação paranaense.
“Entendemos que as chuvas perderão força a partir de janeiro, mas devem impactar o primeiro trimestre do ano que vem”, declarou Teixeira aos analistas durante a reunião.
O histórico de precipitações recentes ilustra a magnitude do desafio enfrentado pelas equipes de campo. De acordo com os dados apresentados pela companhia, o mês de setembro registrou um acumulado de 350 milímetros de água nas zonas florestais, índice que saltou para 400 milímetros em outubro. A tendência de volume elevado se repete em novembro, mantendo o patamar de 400 milímetros.
Diante desse cenário prolongado de intempéries, o presidente da Klabin ressaltou a complexidade da gestão logística nas áreas de cultivo e extração:
‘Operar três meses com média de 400 milímetros de chuva traz uma dificuldade operacional muito grande’, afirmou o presidente da Klabin.
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