Josh Homme revela suas três bandas favoritas de todos os tempos

Josh Homme elege suas três bandas preferidas de todos os tempos

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A influência de uma banda na história do Rock nem sempre se mede pelo sucesso comercial ou pelo reconhecimento imediato do público. Para Josh Homme, vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age, alguns dos grupos mais importantes são aqueles que desafiaram convenções e romperam barreiras sonoras, levando anos para ter sua relevância plenamente reconhecida.

Homme foi um dos mais de 70 artistas convidados a contribuir para a lista das 100 Melhores Bandas de Todos os Tempos. Em entrevista realizada antes do lançamento do novo álbum Perfecth, previsto para 30 de outubro, o músico compartilhou suas escolhas pessoais para o topo do ranking.

Além de comentar sobre o disco do QOTSA, possíveis reuniões com o Them Crooked Vultures e o Kyuss, Josh revelou três nomes que considera fundamentais para o gênero. O cantor escolheu The Jimi Hendrix Experience, The Cramps e The Stooges, banda liderada por Iggy Pop, conhecido como o padrinho do Punk.

The Jimi Hendrix Experience

Ao falar sobre o grupo formado em torno do lendário guitarrista Jimi Hendrix, Homme recorreu a uma definição que traduz a dimensão quase sobrenatural atribuída ao músico. Embora questione se o trio deve ser considerado uma banda nos moldes tradicionais, o vocalista reconheceu a importância de sua identidade artística e a dificuldade de reproduzir seu impacto:

“[Jimi] Hendrix era um alienígena. Mais será que ele é uma banda? Bom, o nome é The Jimi Hendrix Experience, então acho que conta… Pode ser imitado, mas jamais superado.”

The Cramps

A segunda escolha de Josh Homme foi o The Cramps, conhecido por misturar elementos do Rockabilly, Punk e do Rock de garagem com uma estética visual provocadora. Para Homme, a importância da banda está tanto em sua sonoridade quanto na personalidade de seus integrantes, que ajudaram a construir uma identidade artística singular.

Ao recordar Lux Interior, Poison Ivy e Bryan Gregory, Josh descreveu uma formação que transformava irreverência e transgressão em parte essencial de sua música. Ele também lamentou que o grupo não receba o reconhecimento que considera merecido:

“The Cramps, eles fazem a ponte com o Punk Rock em sua forma mais pura… Lux Interior, de calças de vinil e sapatos de salto alto, quebrando pedestais de microfone, bebendo vinho e estraçalhando garrafas. E tem a Poison Ivy, uma presença feminina fortíssima, uma mulher que nunca sorria, mas que era durona, uma verdadeira ‘badass’, parecendo quase imune a qualquer crítica. E a música deles é tão sexy. E o Bryan Gregory, com o rosto marcado por cicatrizes, um cigarro sempre pendurado na boca e um corte de cabelo bem agressivo… Para mim, o The Cramps é uma das maiores bandas de todos os tempos; eles merecem seu lugar na história, mas acabam sendo muito negligenciados.”

The Stooges

A terceira banda escolhida por Josh foi o The Stooges, um dos nomes fundamentais para o desenvolvimento do Proto Punk e uma influência decisiva para gerações posteriores do Rock. Liderado por Iggy Pop, o grupo enfrentou resistência em seus primeiros anos, mas estabeleceu uma reputação associada à intensidade de suas apresentações e à agressividade de sua sonoridade.

Homme destacou, na conversa, o contraste entre a rejeição inicial ao grupo e o reconhecimento conquistado ao longo do tempo. Ao citar Raw Power, álbum lançado em 1973, ele defendeu a força da obra como algo difícil de reproduzir e usou o disco como parâmetro para comparar a energia do The Stooges com a de outras bandas:

“Uma banda que, quando surgiu, era universalmente rejeitada. Pense no tempo que levou para a música deles ser compreendida. Foram necessários 35 anos para que as pessoas finalmente alcançassem o nível deles. É uma trajetória solitária, saber que você acertou em cheio enquanto todo o resto do mundo leva décadas para entender. Eu desafio qualquer um: traga a banda mais selvagem, a mais insana que você conhecer; coloque ‘Raw Power’ para tocar e, na sequência, coloque o som dessa outra banda, você vai ver ela desmoronar como um castelo de cartas. O álbum se chama ‘Raw Power’ [Poder Bruto], e é exatamente isso que ele é.”

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