BP faz descoberta de hidrocarbonetos no bloco Tupinambá na bacia de Santos

BP anuncia nova descoberta de petróleo e gás na bacia de Santos

Mercados

A petroleira BP comunicou nesta quarta-feira (28) a realização de uma descoberta de hidrocarbonetos no bloco Tupinambá, localizado no sul da bacia de Santos, nas proximidades de Bumerangue — área onde a companhia registrou no ano passado sua maior descoberta em 25 anos.

O achado em Tupinambá aconteceu durante a perfuração da seção pós-sal do ativo, segundo informou a empresa em comunicado ao mercado, acrescentando que o poço segue avançando em direção à camada do pré-sal.

Batizado como 1-BP-14-SPS, o poço fica a 275 quilômetros da costa brasileira, em uma lâmina d’água de 2.343 metros. O sucesso anterior em Bumerangue, situado perto de Tupinambá, despertou grandes expectativas quanto à abertura de uma nova fronteira exploratória no pré-sal.

Em entrevista concedida no ano passado, o então presidente da BP no Brasil, Andres Guevara de la Vega, afirmou que apesar da proximidade entre Tupinambá e Bumerangue, os prospectos são independentes e não necessariamente compartilham semelhanças geológicas.

Assim que as operações em Tupinambá forem finalizadas, o navio-sonda Transocean Deepwater Mykonos tem previsão de seguir para Bumerangue para dar início ao seu programa de avaliação. Até o momento, não foram divulgadas estimativas sobre os volumes referentes às descobertas.

Durante participação no congresso de petróleo ROG.e no Brasil no mês passado, o vice-presidente executivo de Upstream da petroleira, Gordon Birrell, afirmou que a BP planeja estabelecer um polo relevante de produção de petróleo e gás no Brasil.

Em sua fala, Birrell disse que o Brasil reúne características importantes para atrair investimentos de longo prazo, citando recursos de classe mundial, acesso ao mercado internacional pelo Atlântico, instituições e marcos capazes de sustentar projetos que demandam investimentos e podem levar anos para serem desenvolvidos.

A BP atua como operadora do bloco Tupinambá com fatia de 50%, dividindo a sociedade com a Shell (outros 50%, com negócio sujeito à aprovação regulatória). A gestão do contrato de partilha de produção do bloco cabe à Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), após a área ser arrematada em leilão sob o regime de partilha realizado em dezembro de 2023.

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