As obras no complexo automotivo de Camaçari, na Bahia, avançam em ritmo acelerado para que a BYD inicie a fabricação de veículos em ciclo completo no Brasil até o encerramento de 2026. A confirmação foi dada por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da corporação em território nacional. O grande destaque desta nova fase será o primeiro automóvel com desenvolvimento 100% brasileiro a sair da linha de montagem local: o BYD Atto 2.
Trata-se de um utilitário esportivo híbrido plug-in equipado com tecnologia flex. A estimativa inicial é de que o veículo chegue ao mercado com preços variando entre R$ 149.990 e R$ 166.660. O modelo desponta como a principal aposta da montadora para este momento inaugural de industrialização no país, antes que a linha fabril seja ampliada para atender a automóveis de maior volume de vendas.
Fim da dependência externa A transição tecnológica encerra a fase em que os carros eram apenas montados a partir de kits trazidos de fora, nas modalidades SKD e CKD, dando início à produção industrial integral dentro do território nacional. Com essa mudança, a montadora ganha maior rapidez no atendimento ao consumidor brasileiro e diminui a dependência de cargas vindas da Ásia. Além disso, a estratégia funciona como um escudo contra a alíquota de 35% de imposto sobre a importação de veículos eletrificados.
Metas ambiciosas para o mercado nacional A consolidação da unidade fabril baiana serve como base para a empresa alcançar seu plano audacioso de fabricar 600 mil unidades anualmente no Brasil, acirrando a concorrência direta com a Fiat pela liderança nas vendas de automóveis no país.
Para alcançar esse patamar de grande escala, a montadora projeta nacionalizar aos poucos seus produtos mais populares, incluindo modelos compactos das linhas Dolphin e Dolphin Mini, além dos utilitários esportivos Song Pro e Song Plus.
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