O deputado estadual Emidio de Souza (PT) acionou o Ministério Público de São Paulo e confederações patronais exigindo medidas firmes contra episódios de intolerância e discriminação política que vieram à tona no estado após a reeleição do presidente Lula (PT).
Diante de denúncias envolvendo o cerceamento de comerciantes e profissionais identificados como eleitores do partido em municípios como Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga e Pirassununga, o parlamentar requereu formalmente investigações ao órgão ministerial, incluindo a apuração sobre o possível envolvimento de servidores e agentes públicos nesses atos.
Cobrança ao setor produtivo e dados de assédio
Documentos semelhantes foram remetidos aos dirigentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, com o intuito de pressionar as entidades a se manifestarem publicamente contrárias a demissões arbitrárias, práticas discriminatórias e restrições de emprego fundamentadas em divergências ideológicas.
Conforme estatísticas repassadas pelo Ministério Público do Trabalho, o país acumulou 3.396 notificações de assédio eleitoral em 2026. Apenas o território paulista respondeu por 620 ocorrências até o dia 29 do período, liderando o ranking nacional.
“O trabalhador vende sua força de trabalho, não sua liberdade de consciência”, afirmou Emidio. “Ameaçar o emprego de alguém por causa do voto é valer-se da necessidade das pessoas para exigir uma submissão que a lei não permite.”
Ações no conselho de medicina
Emidio também solicitou medidas junto ao Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), após o cardiologista Clederson Henry Dina, do Einstein Hospital Israelita, ter publicado uma série de ataques contra apoiadores de Lula. O caso foi revelado pelo UOL.
Em resposta, a administração do hospital declarou que as opiniões veiculadas por indivíduos não refletem de maneira alguma o posicionamento institucional da organização de saúde.
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