Djaimilia Pereira de Almeida e Ricardo Aleixo debatem a diversidade poética do português

Djaimilia Pereira e Ricardo Aleixo debatem literatura em SP

Cultura

O Museu da Língua Portuguesa, localizado na capital paulista, será o palco do encontro “Poéticas Transatlânticas” nesta terça-feira (20). A atividade reunirá a consagrada romancista luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida e o multifacetado poeta e artista visual brasileiro Ricardo Aleixo para discutir as conexões históricas, culturais e artísticas que atravessam o oceano por meio do mesmo idioma.

O evento tem início marcado para as 19h30 e contará com a mediação da antropóloga e cientista social Juliana Sampaio. A proposta da noite mescla reflexão e performance: os convidados responderão a perguntas e farão leituras de poemas e textos selecionados por eles próprios. Ao final da atividade, ambos participarão de uma sessão de autógrafos, com títulos disponíveis para compra em espaço organizado pela livraria Aigo.

A entrada é franca, e o público poderá retirar os ingressos diretamente na bilheteria da instituição a partir das 18h30. Realizada em conjunto com a editora Todavia — responsável pela publicação das obras dos dois escritores no Brasil —, a ação funciona como uma introdução à futura exposição temporária do museu, voltada a explorar a presença do português nos quatro continentes onde é falado por mais de 260 milhões de pessoas.

A força das obras

Djaimilia Pereira de Almeida conquistou projeção internacional ao vencer o conceituado Prêmio Oceanos com o romance “Luanda, Lisboa, Paraíso”, lançado originalmente no mercado brasileiro em 2019 pela Companhia das Letras e reeditado pela Todavia em 2026. A trajetória literária da autora investiga frequentemente as marcas da colonização portuguesa, o sentimento de exílio e as dinâmicas familiares, temas que também conduzem “A visão das plantas” (2021), obra que articula os laços entre Brasil, Portugal e África.

Por sua vez, Ricardo Aleixo constrói uma produção expressiva que une literatura, performance, artes visuais e música, sempre atravessada por temas como relações afetivas, racismo e ancestralidade. O autor repassou sua caminhada artística no livro de memórias “Sonhei com o anjo da guarda o resto da noite” (2022) e compilou um quarto de século de trabalho poético na coletânea “Pesado demais para a ventania” (2018). O público que frequenta o Museu da Língua Portuguesa já pode ter contato com sua obra, já que Aleixo surge declamando versos na tela de 106 metros da “Rua da Língua” e integra a instalação “Falares”, dedicada aos múltiplos sotaques do país.

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