'Dungeon Crawler Carl' author Matt Dinniman talks inspirations, success, and the upcoming Peacock TV series (interview)

Dungeon Crawler Carl bate 14 milhões de vendas e vai virar série

Tecnologia

O fenômeno de ficção científica e fantasia “Dungeon Crawler Carl”, criado pelo autor Matt Dinniman — frequente nas listas de mais vendidos do The New York Times —, ultrapassou a impressionante marca de 14 milhões de cópias comercializadas mundialmente. Diante do sucesso retumbante, a obra caminha a passos largos rumo à televisão em uma série adaptada para a plataforma de streaming Peacock, sob o comando da produtora Fuzzy Door, de Seth MacFarlane.

A narrativa acompanha as desventuras de Carl e da perspicaz gata de sua ex-namorada, Princess Donut. A dupla é forçada a encarar masmorras apocalípticas e letais divididas em níveis complexos, tudo como parte de um sádico game show intergaláctico transmitido para o universo, cujo resultado definirá a sobrevivência da Terra e da humanidade. A trama remete a uma mistura estilística entre obras consagradas como “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, “O Sobrevivente” e “Jogador Nº 1”, ambientada nas lógicas dos jogos de RPG de mesa e consolidada como o maior expoente atual do subgênero LitRPG.

Origens e reflexões sobre o sucesso

Ao abordar o ponto de partida de sua criação mais célebre, Dinniman relembrou o hábito antigo de registrar pensamentos criativos: “A gênese é que venho escrevendo a vida inteira e tenho milhares de ideias para histórias. Mantenho uma lista constante de ideias desde a infância, e essa estava nela há algum tempo. A linha da minha lista para esta em particular era ‘game show Alien’.”

O autor também refletiu sobre os motivos que tornaram os livros uma febre global. “O sucesso é uma questão completamente diferente. Acho que apenas acertei a história certa no momento certo”, admitiu Dinniman. “É sobre um homem lutando contra probabilidades impossíveis. O antagonista não é apenas uma única pessoa ou entidade, mas todo um sistema projetado para esmagar qualquer vida que reste nele, tudo para o entretenimento das massas. Esse tipo de narrativa parece estar realmente ressoando no momento. Além disso, há uma gata falante nela.”

Ao comentar a evolução da saga, Dinniman classificou o oitavo volume, “A Parade of Horribles” — publicado em maio de 2026 —, como “a versão Carl e Donut de Mariokart — só que mais mortal”, cenário em que os cruéis arquitetos da masmorra intensificam suas armadilhas. Ele ainda reforçou seu apego à trajetória dos personagens: “Felizmente, ainda estou apaixonado por esta história e apaixonado por escrevê-la. Ainda não envelheceu. O fim está à vista e estou mais triste do que qualquer coisa por saber que eventualmente vai acabar.”

Bastidores da adaptação para o streaming

Para levar o universo para as telas, o Peacock escalou uma dupla experiente de showrunners: Eric Heisserer (indicado por “A Chegada” e responsável por “Bird Box”) e Chris Yost (conhecido por “Thor: O Mundo Sombrio” e “Thor: Ragnarok”). Dinniman atuará diretamente no projeto como coprodutor executivo.

“Tanto Chris quanto Eric têm uma vasta experiência em Hollywood, mas, o mais importante, ambos leram os livros e gostaram deles”, pontuou o escritor. “Chris é um mega fã, e Eric entende mais de jogos do que qualquer adulto provavelmente deveria. Essa é uma ótima combinação.”

Questionado sobre as prioridades da transição das páginas para o audiovisual, o autor enfatizou a essência da obra: “A coisa mais importante a ser preservada, acredito, é o tom, o que também será o mais desafiador. Felizmente, a equipe montada está à altura do desafio, e mal posso esperar para que o mundo veja o resultado.”

A série literária conta atualmente com oito volumes já lançados e terá mais dois títulos para concluir o arco principal, totalizando dez obras. Os livros de “Dungeon Crawler Carl” podem ser encontrados em livrarias e na Amazon, com distribuições disponíveis em edições impressas, formato digital para Kindle e audiolivros.

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