A Fundação Memorial de Brumadinho, criada para preservar a memória das 272 vítimas do rompimento da barragem da Vale em 2019, participará da COP31, na Turquia, com uma iniciativa voltada para garantir a segurança na extração de minerais críticos e a participação ativa das comunidades locais.
A mineração dessas substâncias vem sendo defendida pelo governo Lula como uma das apostas para inserir o Brasil nas cadeias mundiais da indústria de alta tecnologia.
A entidade levará para o encontro ambiental da ONU, que começa em 9 de novembro, a Carta de Brumadinho ao Futuro da Mineração. O objetivo é estabelecer diálogo com órgãos federais, instituições de memória, universidades e organizações da sociedade civil, além de identificar possibilidades de cooperação em 2027.
Os cinco compromissos da carta
O documento oficial reúne cinco diretrizes fundamentais: vida e prevenção como fundamentos das decisões minerais; incorporação dos aprendizados à governança; participação e escuta territorial com influência efetiva; transparência, regulação e responsabilização; e reconhecimento da memória e da educação pública como contribuições à prevenção.
“O Brasil tem condições de avançar na industrialização dos minerais estratégicos. Esse avanço precisa vir acompanhado de compromissos verificáveis com a vida e com os territórios. A experiência de Brumadinho mostra por que prevenção e escuta precisam estar presentes antes das decisões, e não apenas depois dos danos”, afirma Fabíola Moulin, diretora-presidente da Fundação.
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