O surfe brasileiro perdeu um de seus maiores ícones neste sábado (24), com o falecimento do carioca Dadá Figueiredo, aos 61 anos. A causa da morte não foi divulgada. Referência incontestável da modalidade em meados dos anos 1980, ele entrou para a história do esporte nacional graças a uma trajetória marcante.
Reconhecido como um dos personagens mais emblemáticos do surfe no país, Dadá sobressaiu-se por uma estética agressiva e pioneira. O atleta incorporava manobras inspiradas no skate à sua rotina nas ondas, antecipando tendências que viriam a moldar o surfe moderno.
Entre os principais troféus de sua carreira competitiva, constam o campeonato carioca de 1989 e a vitória no torneio Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema no mesmo ano.
Além do talento nas ondas, o surfista ficou amplamente conhecido por sua forte conexão com o movimento punk. Ao longo dos anos, contudo, ele também enfrentou sérios desafios pessoais relacionados ao consumo abusivo de álcool e cocaína. O ex-atleta passou por internações em clínicas de reabilitação e, posteriormente, trilhou um novo caminho ao se tornar pastor evangélico.
A partida do ídolo gerou homenagens no meio esportivo. “Com profundo pesar, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro lamenta o falecimento de Dadá Figueiredo, aos 61 anos”, publicou a Feserj em suas redes sociais.
“Revolucionário nos anos 1980, Dadá marcou a história do esporte com sua atitude autêntica, estilo punk e radicalidade nas ondas. Ele rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade”, assinalou a federação.
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