A plataforma Kalshi, cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, superou sua concorrente Polymarket no mercado de investimentos e agora está avaliada em impressionantes US$ 40 bilhões.
O salto financeiro foi anunciado pelo cofundador e presidente-executivo da empresa, Tarek Mansour, durante uma entrevista realizada na noite de quarta-feira (29). Com esse montante, o valor de mercado da companhia dobrou em relação à quantia estimada na rodada de financiamento mais recente da Polymarket.
A empresa de mercados de previsão fechou na semana passada uma captação de US$ 1 bilhão, que teve a liderança conjunta da Sequoia Capital e da Wellington Management. A operação também contou com a participação de nomes de peso como Baillie Gifford, Morgan Stanley Investment Management, Coatue Management e Andreessen Horowitz. Vale destacar que, na rodada anterior realizada em maio, a organização havia sido avaliada em US$ 22 bilhões.
Rumo ao IPO e expansão do setor
Identificada no mercado como Série G, esta nova rodada de investimentos é amplamente vista como o passo final antes de uma Oferta Pública Inicial (IPO). Contudo, Mansour preferiu não abrir o jogo sobre o calendário de uma possível abertura de capital, limitando-se a declarar que “houve discussões” a respeito do tema.
Nos últimos dois anos, plataformas de previsão como Kalshi e Polymarket se consolidaram como verdadeiros fenômenos culturais ao redor do mundo. Em agosto, a Polymarket negociava uma rodada liderada pela 1789 Capital — firma de capital de risco de Donald Trump Jr. — que avaliava o negócio em US$ 21 bilhões. Importante ressaltar que Trump atua como consultor remunerado da Kalshi.
Desafios regulatórios e disputas judiciais
Apesar do sucesso comercial, o modelo de negócios enfrenta forte resistência. Especialistas e críticos argumentam que essas plataformas deveriam seguir as regras aplicadas aos jogos de azar tradicionais. Mais de dez estados americanos já acionaram a Justiça para tentar obrigar as empresas a cumprirem as legislações estaduais da área.
Em contrapartida, a Kalshi argumenta que sua atuação se enquadra como ferramenta financeira, devendo responder estritamente aos órgãos reguladores federais. Mansour compara o cenário atual ao embate histórico de décadas entre o governo federal e os estados sobre o controle de mercados financeiros, citando como precedente o debate em torno de contratos futuros de grãos. Para os investidores, tais barreiras regulatórias são previsíveis e já foram absorvidas no cálculo da avaliação bilionária da companhia.
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