Lula declara ser favorável à redução da maioridade penal em crimes hediondos para 16 anos

Lula defende diminuir maioridade penal para 16 anos em crimes graves

Entretenimento

Em uma guinada em relação ao posicionamento histórico adotado pelo Partido dos Trabalhadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, a diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos exclusivamente para casos de crimes hediondos. A declaração foi dada durante entrevista concedida à TV Globo.

“Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro: todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a maioridade”, declarou Lula.

Articulação no Senado e a PEC da Segurança

Alinhado ao chefe do Executivo, o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha de reeleição de Lula, protocolou uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública com esse mesmo teor.

A iniciativa buscou frear o avanço de um texto protocolado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua na coordenação do candidato Flávio Bolsonaro (PL). A emenda da oposição previa limites mais rígidos, baixando a idade penal para 16 anos na maioria dos delitos e para 14 anos quando houver crime hediondo.

Apesar do aval dado à ideia levada por Santana, Lula ponderou que a PEC em debate não seria o canal ideal para essa mudança, que também gera resistência interna entre petistas. “Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nesta PEC”, ressaltou.

O texto da PEC da Segurança chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e constava na pauta do plenário do Senado desta quinta. No entanto, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu retirá-lo de votação devido à falta de consenso provocada pela apresentação de emendas de última hora.

Cenário eleitoral e Bolsa Família

Durante a sabatina, o mandatário também analisou a conjuntura política ao ser questionado sobre os índices de aprovação do governo abaixo de 50% e a desvantagem de quase dois pontos percentuais em relação a Flávio Bolsonaro na primeira etapa da eleição.

“Acho que tudo é responsabilidade minha. Veja, eu sou o governo. Se eu não consegui ser compreendido sobre o governo que fiz, não posso jogar a culpa em ninguém, a culpa é minha”, assumiu Lula.

Outro ponto abordado foi a ausência de aumentos no Bolsa Família durante o mandato até o período recente. O primeiro reajuste, classificado como eleitoreiro por opositores, foi divulgado pouco antes da votação do primeiro turno e começa a valer na próxima semana. O presidente afirmou que não tinha conhecimento da situação. “Eu não sabia. É impensável, mas aconteceu”, disse. “É inexplicável que em um governo do Lula não se pense em reajustar o Bolsa Família.”

What do you feel about this post?

0%
like

Like

0%
love

Love

0%
happy

Happy

0%
haha

Haha

0%
sad

Sad

0%
angry

Angry

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *