A reta final do Campeonato Brasileiro intensifica a tensão para equipes ameaçadas pelo rebaixamento e movimenta a disputa acirrada pelo topo da tabela. Na tentativa de evitar a queda para a segunda divisão, Corinthians, Grêmio e Inter apostaram na troca de comandos técnicos, buscando uma fórmula milagrosa para garantir a permanência na Série A. Embora os comandantes tenham seu valor, o sucesso em campo depende de múltiplos fatores.
Na última rodada do torneio, Internacional e Grêmio conquistaram vitórias importantes, enquanto o Corinthians acabou derrotado, ampliando o perigo de queda para o clube paulista. A incerteza aumenta com a aposta em um treinador estrangeiro, o holandês Seedorf, ex-jogador de destaque que ainda busca afirmação na nova carreira, mas que ao menos se comunica bem em português.
Na parte de cima da classificação, Palmeiras e Flamengo seguem firmes na disputa pelo título nacional. A equipe carioca superou o Atlético-MG por 3×2, garantindo o triunfo com um gol de pênalti anotado nos acréscimos do último minuto, o que mantém o time na liderança isolada. Durante a partida, Pedro foi novamente substituído por não ter balançado as redes, reforçando a máxima de que um centroavante não joga bem apenas quando faz gol. O Atlético-MG, mesmo atuando com diversos reservas na maior parte do tempo, realizou uma grande apresentação e chegou a criar chances reais de vitória quando o placar apontava 2×2.
Próximos confrontos e briga continental
Na quinta-feira (29), Atlético-MG e Cruzeiro medem forças no estádio do Galo em um duelo direto por uma vaga na Copa Libertadores via Brasileirão, com expectativa de muito equilíbrio. Fica a dúvida sobre as escolhas do técnico Artur Jorge: escalar Gerson centralizado ao lado de Romero ou deslocá-lo para atuar como meia ponta, abrindo espaço para a entrada do jovem Zé Lucas no meio-campo, estratégia utilizada contra o Remo. Independentemente do posicionamento, a exigência do futebol moderno pede que Gerson atue com maior intensidade de uma intermediária à outra para render o máximo de seu talento.
Outros clubes também miram o torneio continental, como é o caso do Bahia. Fica o questionamento sobre os motivos que levaram o técnico Rogério Ceni a desfazer o excelente trio de meio-campistas formado por Caio Alexandre, Jean Lucas e Éverton Ribeiro, que brilhou por um longo período, mesmo contando com boas peças de reposição.
Polêmicas na Vila Belmiro
Bahia e Santos ficaram no empate por 1×1 na Vila Belmiro, em uma partida que sequer deveria ter ocorrido devido às poças d’água acumuladas no gramado em decorrência de uma forte tempestade. Neymar protagonizou momentos lamentáveis, demonstrando irritação e realizando reclamações ofensivas contra o árbitro e os adversários desde o apito inicial. O atacante recebeu cartão amarelo e, na sequência, foi expulso diretamente — sem depender do acúmulo de cartões — por falar ostensivamente com a mão cobrindo a boca, atitude punida com o vermelho conforme as novas diretrizes da arbitragem.
Outro lance reprovável foi a simulação do jogador Nestor, do Bahia, que se atirou ao gramado após receber a bola lançada com a mão por Neymar, protagonizando mais uma cena criticável.
Bola de Ouro
Harry Kane, artilheiro de destaque da seleção inglesa e do Bayern de Munique, conquistou o prêmio Bola de Ouro de melhor jogador do mundo concedido pela revista France Football. O atacante acumulou impressionantes 73 gols em 65 partidas disputadas. O segundo colocado da premiação foi Mbappé, enquanto Lamine Yamal completou o pódio na terceira posição.
Diferentemente dos grandes atacantes do Brasil e do resto do planeta, Kane raramente aposta em dribles ou jogadas plásticas. Ele se destaca pelo domínio preciso, passes assertivos e finalizações letais, além de cobrir o campo de uma área a outra. Trata-se da síntese perfeita entre o talento coletivo e o individual, configurando o verdadeiro centroavante — que, nos gramados brasileiros, costuma ser rotulado como o falso 9.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
