A OpenAI comunicou nesta sexta-feira (30) que vai restringir ainda mais o acesso de menores de idade a conteúdos sobre armamentos no ChatGPT, aplicando limites mesmo quando os questionamentos aparentarem ser inofensivos.
A iniciativa integra um novo conjunto de diretrizes de segurança voltado para evitar episódios de violência no mundo físico. Conforme a criadora do chatbot, as alterações começam a valer nas próximas semanas e passarão por aperfeiçoamentos contínuos.
Para a base geral de utilizadores, a inteligência artificial ganhará a capacidade de finalizar de maneira automática chats nos quais o interlocutor demonstre fixação por temas violentos. Além disso, perfis que insistirem nesse tipo de interação poderão sofrer suspensões temporárias.
A corporação destacou que melhorou sua tecnologia de estimativa etária com o propósito de direcionar internautas identificados como menores de 18 anos diretamente para o ambiente protegido de adolescentes. A estratégia também prevê o envio de avisos aos responsáveis legais caso o perfil do jovem seja bloqueado devido a conversas recorrentes sobre violência.
Em paralelo, a empresa está reduzindo a quantidade de dados fornecidos a todos os públicos sobre massacres históricos, o que engloba restrições na divulgação dos armamentos empregados e dos métodos utilizados para obtê-los.
No começo deste mês, a companhia publicou seu primeiro balanço sobre o consumo da ferramenta por menores, revelando que os adolescentes utilizam o sistema por um período médio inferior a 15 minutos diários.
Em contrapartida, um estudo da ONG Common Sense Media, lançado no mesmo período, apontou que a modalidade do ChatGPT destinada a jovens frequentemente falha ao notificar os pais tardiamente ou sequer emitir alertas quando ocorrem diálogos envolvendo suicídio, automutilação ou transtornos alimentares.
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