Petrobras faz terceira descoberta de petróleo em poço na Foz do Amazonas

Petrobras confirma terceira descoberta de óleo na Foz do Amazonas

Mercados

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (29) a conclusão da perfuração e a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, situado na bacia da Foz do Amazonas.

As outras constatações tinham sido divulgadas anteriormente em agosto e em outubro de 2026. A companhia esclareceu que os achados correspondem a três diferentes reservatórios situados em variadas profundidades, embora ainda não existam informações detalhadas sobre a qualidade e o volume do óleo recuperado.

O Morpho representa o primeiro poço exploratório de petróleo em águas ultraprofundas na bacia da Foz do Amazonas. A perfuração foi iniciada há quase um ano e o local fica a cerca de 150 quilômetros da costa do Amapá, operando em uma lâmina d’água — distância entre a superfície e o fundo do mar — de 2.886 metros. A elevada profundidade e as fortes correntes da região configuram grandes desafios para a operação.

“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial”, disse em nota a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Próximos passos e panorama do setor

A empreitada da Petrobras é monitorada de perto pelo setor petrolífero, que enxerga na área uma nova fronteira exploratória com potencial similar ao que transformou a Guiana em um importante produtor de petróleo nos últimos anos.

A estatal informou que a fase de aquisição de dados no local foi finalizada. Com isso, a sonda NS-42, responsável por perfurar o poço Morpho, será deslocada para a bacia Potiguar, que também integra a margem equatorial e onde a empresa já registrou outras duas descobertas em águas profundas.

Para aprimorar a avaliação do achado na Foz do Amazonas, a companhia planeja perfurar três novos poços, que já contam com a aprovação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

Paralelamente, as companhias norte-americanas ExxonMobil e Chevron também deram início às suas operações exploratórias na zona ao contratarem pesquisas sísmicas com a SLB e a Shearwater. A sísmica funciona como uma espécie de ultrassonografia do subsolo e representa o passo inicial na busca por novas reservas de hidrocarbonetos.

Atualmente, a ExxonMobil administra cinco concessões na Foz do Amazonas, enquanto a Chevron gerencia nove. Durante um evento realizado no Rio de Janeiro em setembro, executivos de ambas as corporações demonstraram grande otimismo quanto às perspectivas operacionais na área.

Além disso, em outubro, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) validou a delimitação de 501 novos blocos destinados à exploração de petróleo na margem equatorial do país, embora a disponibilização desses blocos ao mercado ainda aguarde análises de outros órgãos governamentais.

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