Petróleo cai conforme negociações EUA-Irã ofuscam possíveis futuros ataques

Petróleo cai com negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio

Economia

O mercado internacional de petróleo encerrou a sessão desta quinta-feira, 29, em baixa, pressionado por notícias sobre novas tratativas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para tentar solucionar o conflito no Oriente Médio.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o contrato do petróleo Brent para janeiro registrou desvalorização de 0,84%, o equivalente a US$ 0,78, fechando cotado a US$ 110,80 o barril. Já o WTI para dezembro, negociado na Nymex, recuou 0,76%, ou US$ 0,78, encerrando o dia a US$ 102,00 o barril.

O movimento de baixa refletiu pronunciamentos do vice-presidente dos EUA, JD Vance, a respeito das conversas com o governo iraniano, que também receberam endosso de Donald Trump no mesmo dia. Pelo lado de Teerã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou na rede social X que qualquer progresso nas negociações dependerá da aceitação prévia de sete exigências estabelecidas pelo país.

Perspectivas diplomáticas e movimentações militares

Conforme apuração do site Semafor, a administração norte-americana conduz conversas para viabilizar um pacto de paz temporário, embora o processo esbarre em barreiras políticas. Entre os entraves está o temor de que os EUA retomem ofensivas contra o território iraniano após as eleições de meio de mandato.

Paralelamente, na esfera político-militar, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, desligou o principal estrategista de planejamento militar do Pentágono, dando continuidade a uma onda recente de demissões de altos comandantes militares.

Riscos no Estreito de Ormuz

Apesar do recuo nos preços, os mercados continuam atentos às ameaças de incidentes envolvendo embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e a investidas dos houthis contra a Arábia Saudita. O governo iraniano reportou que três petroleiros foram destruídos por chamas e explosões nas últimas 24 horas, após colidirem com minas marítimas enquanto utilizavam uma via náutica não autorizada na região do Estreito de Ormuz.

Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, o perigo para a navegação comercial e o transporte de cargas nas proximidades de Ormuz e do Mar Vermelho continua acentuado, mesmo com a retomada parcial dos fluxos no Golfo a patamares anteriores ao início da guerra. Na visão de Dennis Kissler, do BOK Financial, “a maioria dos traders ainda sente que a escalada da guerra provavelmente está por vir”.

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