O Psd, sigla liderada nacionalmente por Gilberto Kassab, projeta assegurar o comando de pelo menos três ministérios em um eventual governo Lula 4. A justificativa interna é que a legenda precisa ser recompensada por ter resistido às pressões para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno das eleições.
Dentre as siglas do centrão, a legenda foi a única que adotou uma postura de neutralidade no pleito, logo após o representante do PL superar o atual presidente na primeira etapa da votação. Inclusive, a bancada da sigla na Câmara dos Deputados, sob a chefia do deputado Antonio Brito (BA), absteve-se de declarar qualquer apoio ao nome bolsonarista.
Membros da cúpula partidária relatam que enfrentaram forte pressão para dialogar com Flávio, sinalizar respaldo à sua campanha no segundo turno e negociar cargos ministeriais em uma possível gestão do senador ligado ao PL.
Apostas para a Esplanada
Diante da resistência mantida frente aos apelos externos, a alta cúpula do partido avalia que receberá novas vagas ou a manutenção de seu espaço na Esplanada dos Ministérios do próximo mandato presidencial.
Anteriormente, Alexandre Silveira (MG) esteve à frente do Ministério de Minas e Energia, tendo deixado o cargo para atuar diretamente na campanha de Lula. Já André de Paula (PE) respondia pela pasta da Pesca e migrou para a Agricultura após a saída de Carlos Fávaro.
A projeção nos bastidores é que tanto Silveira quanto Paula continuem em seus postos. O deputado Antonio Brito também teve seu nome ventilado para uma cadeira ministerial, impulsionado por sua articulação com a bancada e pelo suporte dado ao projeto presidencial no estado da Bahia.
Outro fator que credencia Brito é o fato de ter aberto mão de disputar a presidência da Câmara dos Deputados para endossar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Casa, estratégia adotada para barrar o avanço da ala bolsonarista no Legislativo.
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