Quais operadoras brasileiras têm internet via satélite? Confira a lista

Internet via satélite no Brasil: conheça as operadoras e planos

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Embora a banda larga fixa por cabo ou fibra óptica e os dados móveis de 3G a 5G estejam consolidados no Brasil, a conexão via satélite tem apresentado forte crescimento em diversos cenários. Utilizando constelações em baixa órbita, essa tecnologia garante um sinal estável e velocidades satisfatórias mesmo em locais desprovidos de outras infraestruturas.

O formato ganhou popularidade além das zonas rurais, atraindo viajantes frequentes e consumidores insatisfeitos com os serviços tradicionais. A queda nos custos, o avanço tecnológico na redução da latência e a melhoria dos equipamentos impulsionaram esse mercado competitivo.

Abaixo, reunimos as operadoras que atualmente prestam serviços de internet via satélite no Brasil, servindo como guia inicial para futuros clientes. Trata-se de uma lista em constante evolução, passível de atualizações conforme novas empresas entram no setor.

Serviços de internet para o consumidor e empresas

Starlink Liderada pelo grupo SpaceX de Elon Musk, a Starlink destaca-se pela configuração simples (Plug & Play), preços competitivos e pela autointitulada “constelação de satélites mais avançada do mundo”. O sistema assegura banda larga veloz em mais de 160 países, oferecendo inclusive um teste gratuito de 30 dias.

As opções para o consumidor residencial são: – Residencial (100 Mbps): R$ 189 mensais; – Residencial Máx (até mais de 400 Mbps): R$ 249 mensais; – Plano Viagem (100 GB): R$ 339 mensais; – Plano Viagem (Ilimitado): R$ 619 mensais.

No setor comercial, há divisão entre o plano “Local” (para empresas fixas ou móveis terrestres em um único país ou viagens regionais) e o “Global” (para conectividade marítima e maior deslocamento): – Prioritário Local 50 GB: R$ 245 mensais; – Prioritário Local 500 GB: R$ 685 por mês; – Prioritário Local 1 TB: R$ 1.235 por mês; – Prioritário Local 2 TB: R$ 2.335 por mês; – Prioritário Global 50 GB: R$ 1.695 por mês; – Prioritário Global 500 GB: R$ 4.395 por mês; – Prioritário Global 1 TB: R$ 7.770 por mês; – Prioritário Global 2 TB: R$ 14.520 por mês.

Adicionalmente, é possível contratar pacotes extras de 50 GB ou 500 GB, com valores de R$ 110 até mais de R$ 3,3 mil mensais. O kit de recepção, como o portátil Starlink Mini, custa originalmente R$ 1.199, embora receba descontos frequentes conforme a assinatura.

HughesNet Pioneira no setor, a Hughes do Brasil direciona seus planos principalmente para o ambiente rural, embora atenda grandes centros. A assinatura inclui pacotes de dados, bônus, WhatsApp livre e instalação com técnico para configurar antena, modem e Wi-Fi: – Plano Flex 100 Especial (100 GB, com bônus de 200 GB e horário bônus da meia-noite às 9h): a partir de R$ 139 por mês; – Plano Flex 200 Especial (200 GB, com bônus de 600 GB e horário bônus da meia-noite às 9h): a partir de R$ 159 por mês.

A empresa também atende o agronegócio, o setor educacional, órgãos governamentais e outras operadoras.

Viasat Com uma cobertura territorial e variedade de planos menores, a Viasat opera com velocidade fixa de até 35 Mbps de download e 3 Mbps de upload. O serviço traz o recurso “Noite Livre” com dados ilimitados entre meia-noite e 7h da manhã, permitindo escolher onde investir mais: na mensalidade ou na taxa de instalação. – Viasat Ultra +: 200 GB de franquia por R$ 319 por mês (taxa de instalação de R$ 899); – Viasat Ultra: 200 GB de franquia por R$ 399 (taxa de instalação de R$ 199).

Outros casos Além das marcas citadas, há companhias em fase de implantação ou com propostas específicas: – Vivo Satélite: parceria recente com a Starlink voltada para smartphones, sem custos adicionais por enquanto, mas limitada a certos aplicativos; – Brisanet, Unifique e Iez! Telecom: firmaram parceria com a AST SpaceMobile para oferecer internet via satélite em celulares, dependendo da expansão da rede; – SpaceSail: empresa chinesa já autorizada pela Anatel, mas sem lançamento comercial no país até o momento; – Amazon Leo: projeto com expansão confirmada para o Brasil em parceria com a Sky, aguardando a ampliação de sua constelação.

Operadoras com planos somente corporativos ou governamentais

Claro Empresas — IPSat Utilizando a tecnologia Banda KA, esta opção da Claro é voltada para “áreas afastadas ou com infraestrutura limitada”. Os pacotes corporativos são personalizáveis com IP fixo ou dinâmico, oferecendo downloads de até 25 Mbps, upload de 4 Mbps e redes VPN para segurança entre filiais.

Universosat Apresentando-se como “operadora de serviços de comunicação multimídia (SCM)”, a brasileira Universosat possui poucas informações públicas sobre sua tecnologia. Seus serviços atendem fazendas, rodovias, canteiros de obras, eventos e áreas remotas.

Telebras (SGDC-1) A estatal Telebras opera por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1), atendendo exclusivamente ao setor público. O satélite fornece conexão via Banda Ka para dezenas de milhares de pontos, como escolas rurais, unidades de saúde na Amazônia, regiões de fronteira e comunidades indígenas, além de abrigar comunicações estratégicas da banda X para o Ministério da Defesa e as Forças Armadas.

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