Parece enredo de um filme de ação de Hollywood, mas aconteceu na vida real. Mate Rimac, o diretor-executivo da Bugatti Rimac, assumiu o papel de protagonista em um enredo policial digno das telonas após ver o seu próprio Bugatti Chiron ser levado de dentro das instalações da empresa, na Croácia. O furto foi facilitado por um hábito do próprio executivo, que costumava deixar as chaves do veículo — e também de um Nevera — no interior da fábrica, que sequer possui cercas.
O alarme soou quando um funcionário avistou o superesportivo sumir em alta velocidade, gerando momentos de tensão no quartel-general. Contudo, em vez de aguardar inerte pela ação policial, Mate Rimac recorreu a uma solução imediata: entrou em um Porsche 911 e iniciou uma perseguição por conta própria.
Rastreamento via telemetria e fuga internacional
Embora o criminoso já contasse com uma hora de vantagem rumo à Eslovênia, o comando da marca de hipercarros contava com uma vantagem crucial: a telemetria em tempo real. Embora o veículo não pudesse ser desativado remotamente — recurso que teria solucionado o problema de imediato —, os dados de velocidade, rota e consumo do motor W16 eram transmitidos ao vivo para um grupo de mensagens que também incluía as autoridades, transformando o Chiron em um rastreador de luxo.
A jornada do suspeito ganhou contornos ainda mais inusitados quando o combustível começou a escassear. O criminoso parou em um posto de combustíveis na Áustria, abasteceu com meio tanque o bloco W16 de oito litros e quatro turbos, e fugiu sem quitar o valor.
A aventura chegou ao fim pouco tempo depois, quando a polícia austríaca, orientada segundo a segundo pelas informações fornecidas pela equipe da montadora, interceptou e bloqueou o Chiron.
Medidas de segurança reforçadas
O episódio serviu de lição para a gestão interna. O incidente transformou a política de segurança da empresa, eliminando de vez o costume de deixar chaves de acesso livre pela fábrica, falha registrada pelas câmeras de segurança e divulgada publicamente pelo próprio CEO.
Para eventuais infratores que planejem ações semelhantes no futuro, o executivo deixou um recado cristalino: “temos todos os dados e não conseguem fazer absolutamente nada com o carro sem nós”.
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