Consagrado nacionalmente como vocalista e guitarrista do Skank, Samuel Rosa quase traçou um caminho bastante diferente no universo musical após vivenciar sua primeira grande experiência em um concerto ao vivo.
O impacto do primeiro concerto e o encanto pelas baquetas
Ao resgatar memórias de sua juventude, o artista mineiro apontou uma apresentação de Wanderléa, ícone da Jovem Guarda, como o ponto de partida de sua paixão pelos palcos. A vivência com o peso sonoro daquela performance causou um impacto imediato no jovem espectador.
“Eu me lembro de ver tão de perto uma banda, de sentir a pulsação, e até me apaixonei pela bateria, pelo instrumento. Eu achei que ia ser baterista por conta desse show.”
Apesar de a cantora não ter sua carreira primordialmente ligada ao gênero, o repertório daquela noite contava com “Miss Brasil 2000”, faixa lançada por Rita Lee que fazia grande sucesso na época. Para Samuel, a apresentação funcionou como um “puta show de Rock”.
“A banda dela era meio um Tutti Frutti, assim, os caras com cabelão e, porra, banda de Rock! Até então eu não sabia o que era uma banda. Eu escutava os discos dos Beatles e tal, mas ver ao vivo aquilo, né? O baixo, a guitarra e tal.”
Tríade histórica: Van Halen e KISS no Brasil
O contato inicial com a música ao vivo pavimentou o caminho para que Samuel Rosa acompanhasse lendas internacionais do estilo. No ano de 1982, aos 16 anos, ele viajou ao Rio de Janeiro para presenciar a turnê do Van Halen no Maracanãzinho.
A apresentação trazia a formação clássica liderada por David Lee Roth em sua melhor fase técnica e física. O músico destacou que testemunhar esse momento pode despertar uma “certa inveja” em muitos fãs, ressaltando o teor teatral da performance, em que os integrantes simulavam tropeços e quedas perfeitamente integrados ao espetáculo, mesmo diante de um público menor do que o esperado por falhas de divulgação.
Para fechar essa sequência formativa de experiências ao vivo, o cantor assistiu em 1983 à histórica passagem do KISS pelo estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, consolidando de vez sua conexão visceral com os palcos e com o rock.
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