O governo dos Estados Unidos mantém diálogos diretos com a Rússia e a China visando à redução dos principais arsenais atômicos do planeta, conforme revelou Donald Trump. O movimento busca conter a proliferação nuclear entre as três nações mais bem armadas do globo.
Segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, a Rússia detém atualmente o maior volume de ogivas nucleares estocadas, seguida pelos norte-americanos e pelos chineses. Apesar disso, os Estados Unidos ultrapassam a capacidade russa quando o critério são as armas atômicas efetivamente instaladas e prontas para disparo.
Em entrevista concedida à imprensa norte-americana, Trump projetou que a China deve alcançar o patamar dos EUA nos próximos cinco anos. O republicano também relatou já ter abordado o tópico diretamente com o líder chinês, Xi Jinping.
Ao expressar o desejo de conter a corrida armamentista, Trump comentou: “Tudo isso é uma pena, porque eu adoraria promover a desnuclearização, se possível, mas, na verdade, estamos conversando com a Rússia sobre isso e também com a China sobre a desnuclearização”.
Cenário de incerteza após o Tratado Start
O avanço das tratativas ocorre no momento em que as regras internacionais para o setor enfrentam um vácuo. No início deste ano, expirou o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo Start), assinado em 2010.
O documento permitia somente uma única extensão de cinco anos, acertada à época pelo ex-presidente Joe Biden e pelo presidente russo Vladimir Putin. Com o encerramento do prazo legal, qualquer futura preservação dos limites do pacto depende de determinações executivas voluntárias entre as partes.
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