Bolsonarista divulga boato já desmentido sobre voto de mesários em Lula e pede fiscalização

Senador eleito espalha fake news sobre voto de mesários em Lula

Política

O senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) utilizou o canal de mensagens “Tropa do Flávio” para difundir um boato já desmentido a respeito de mesários que estariam votando no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizando o nome de eleitores ausentes, após o encerramento da votação oficial às 17h. Diante disso, o parlamentar convocou os apoiadores do grupo político para atuarem como fiscais de urna no próximo domingo (25).

No áudio veiculado na plataforma, Gayer argumenta que tem tomado conhecimento de diversas denúncias apontando que tal prática teria ocorrido durante o primeiro turno, concentrando-se principalmente na região Nordeste, principal reduto eleitoral de Lula. O objetivo do chamado, segundo ele, seria barrar a repetição do suposto esquema no segundo turno da disputa.

“Qual é a única solução pra gente impedir que isso aconteça no segundo turno? Nós precisamos de ter fiscais de urna”, diz o senador eleito.

Histórico de desinformação e resposta do TSE

A mentira não é inédita em cenários de disputa eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já esclareceu publicamente que essa conduta é inviável, reiterando que o voto só pode ser registrado na cabine de votação após a validação da biometria do eleitor junto à mesa receptora.

Gayer acrescentou que Flávio Bolsonaro e o deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) também produziram vídeos com o mesmo teor, reforçando a necessidade de engajamento da militância para a fiscalização. O senador eleito definiu a empreitada como uma missão direcionada aos eleitores de Flávio, estipulando a meta de mobilizar 2 milhões de fiscais em todo o território nacional.

A estratégia orienta os simpatizantes a realizarem cadastro em um portal específico, propagarem o link para conhecidos e permanecerem nas seções eleitorais após as 17h com a finalidade de acompanhar os procedimentos de lacração das urnas.

Questionado pela coluna Painel, Gayer relatou ter recebido relatos sobre as irregularidades, mas reconheceu a ausência de elementos comprobatórios para a suposta fraude.

“São denúncias que a gente tem recebido, não há provas, por isso a gente pede que tenha fiscais de urna para impedir que isso não aconteça”, disse à coluna.

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